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Zé Biruta afasta por 60 dias procuradores de Ferraz

Afastamento pode ser prorrogado por mais dois meses

Por Aline Moreira - de Ferraz09 AGO 2018 - 13h50
De acordo com os procuradores, o afastamento foi algo inesperadoFoto: Sabrina Silva/Divulgação
Os procuradores de Ferraz de Vasconcelos foram afastados do cargo por 60 dias a mando do prefeito da cidade, José Carlos Fernandes Chacon, o Zé Biruta (PRB), na manhã desta quinta-feira (9). O afastamento pode ser prorrogado por mais dois meses. Em nota oficial, a Prefeitura não informou o motivo do afastamento e ressaltou que o processo administrativo tramita sob sigilo no município. De acordo com o documento do afastamento, a ação não irá prejudicar a remuneração dos funcionários. 
 
De acordo com os procuradores, o afastamento foi algo inesperado. “Não sabemos o motivo dessa retirada e sem saber a razão, não podemos tomar nenhuma medida a não ser aguardar a decisão pelo tempo estipulado”, relata a procuradora Sandra Cristina Holanda, funcionária há quatro anos no setor. 
 
Sandra conta que chegou à Prefeitura pela manhã e foi impedida de entrar no prédio. Ela conta que a Guarda Civil Municipal (GCM) estava no local, onde foi solicitado que entrassem no prédio somente para pegar os pertences pessoais. “É uma situação desagradável. Não fazemos ideia do que aconteceu para prover esse afastamento. Pegamos as nossas coisas e fomos embora”, explica. 
 
Sandra lamenta os trabalhos que estavam em andamento no setor e diz que com o afastamento do setor, as ações e audiências em prol da cidade serão prejudicadas. 
 
Vale ressaltar que na semana passada, a procuradoria garantiu, após decisão judicial, a continuidade dos trabalhos e dos cargos dos procuradores no município. Pessoas ligadas ao governo ingressaram com uma ação contra o trabalho da procuradoria em 2016, alegando a inexistência de lei no município para o cargo de procurador. Na decisão, o argumento de inexistência foi negado e o cidadão condenado por ligitância de má-fé.
 
O também procurador Marcus Vinicius Lopes, de 34 anos, conta que, no momento, não há como recorrer à decisão administrativa. “Essa é uma ação legal da Prefeitura, mas nós queremos saber o motivo. Foi bem estranho chegar pela manhã para trabalhar e ser barrado. Entregam o papel da decisão e tivemos que ir embora, sem saber de nada”, informa. 
 
Ele também explica que só poderá entrar com uma ação de defesa, quando souber o real motivo do afastamento. No momento, todos irão cumprir a ordem de afastamento.

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