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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
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Social 10/07/2016

10 JUL 2016 - 08h00
. *ENTREVISTA  Brancco Langlada

Como surgiu o seu interesse pela música? Brancco Langlada – Da família de músicos. Sempre tive ótima escola cultural musical, pai baterista, tios violonistas e uma curiosidade enorme por entender o porquê daquela arte fazer aquele rebuliço nas sociedades e ao mesmo tempo no íntimo das pessoas. Minha avó Anita Penteado, catedrática do kardecismo, dizia que minha escolha por reencarnar nesta família havia sido esta: a afinidade com um bando de músicos, artistas e anarquistas que se ajuntavam naquela casa. Mas com certeza depois de adulto, optar pela música como forma de expressar minha arte foi algo inerente a minha vontade. Por quê? Não sei. Para quê? Estou prestes a descobrir.

Quais são suas influências? Brancco – Eu me lembro de balbuciar JouJoux Balangandans com três anos de idade e naquelas melodias sussurradas por João Gilberto nas fitas K7 do Opala do “Seu João”. Aos nove anos de idade eu chorei por não conseguir ir ao show do Kiss antes do Rock n Rio I, cresci ouvindo Tom Jobim, Rita Lee, Thelonious Monk, com 14 anos eu amava Beny Goodman e Big Bands, por influência da minha avó Theresinha Langlada aprendi a compreender e ouvir os movimentos das obras de Bach, Beethoven, Lizt. Sou ouvidor assíduo de Iron Maiden, Guns and Roses, Aerosmith, Black Sabbath, muito do Chico Buarque, Milton Nascimento, mas verdadeiramente quem transformou mesmo minha vida musical foi um disco, que ganhei em 1992 chamado Everything Happens to Me - Chet Baker e Kirk Lightsey trio, quando eu descobri a sonoridade a musicalidade e a genialidade do Chet Baker e toda aquela geração de músicos intimistas, eu realmente encontrei minha fonte para estudo, inspiração e aprendizado musical. Você fez teologia, direito, pedagogia e odontologia. Não são áreas antagônicas? Brancco – Teologia foi um curso muito intenso. Minha avó Anita Penteado foi instrutora  no Centro Espírita Caritas em Mogi das Cruzes por 40 anos. Desde cedo eu lia livros de pessoas como Zibia Gaspareto. Me identifiquei muito com o Instituto Presbiteriano Makenzie, mas infelizmente não o concluí. O Direito é um curso que deveria ser ensinado no ensino médio. Sinto muito não ter concluído o curso de Direito. Só não me arrependo de ter desistido do curso de Pedagogia, e não digo isso pelos mestres, mas sim pelos alunos. Odontologia foi o meu auge do desespero de querer cuidar das pessoas. Essa necessidade de ensinar, cuidar é algo que talvez tenha herdado das minhas avós. Você toca vários instrumentos. É autodidata? Como assim? Brancco – Não me digno a dizer que toco. Eu estudo bastante. Mas como me perguntou, sim eu ensino a mim mesmo. Tive a sorte de tocar com músicos muito bons, então quando eu percebi que sabia tocar o contrabaixo. Estudava baixo no meu violão e percebi que se estudasse bem o violão eu tocaria bem o contrabaixo. O piano e a bateria se fizeram necessários, quando eu fui morar no interior de São Paulo e fiquei de 2009 a 2014. Sempre dividi meus conhecimentos com quem quisesse, tivesse dinheiro para pagar minhas aulas ou não. Como nascem suas composições? Brancco – Nascem das influências filosóficas que eu tenho. Tive a sorte de crescer frequentando a biblioteca Benedito Servulo de Santana, que era situada no Casarão do Carmo.  Este álbum As Mais Sinceras tem como inspiração a Geração Beatnik que fala muito mais sobre falta de caráter social do que coelhinhos e fadas propriamente ditos. (Risos)

Hoje Antunes Gomes de Lima, Carol Cagno Ferreira, Alexis Pagliarini, Cristiane Alcantarilla, Simone L. Pizzolato, Aglaé Lima, Filomena Kimura, Wolney Arita Silva, Sheila Antunes da Silva, Tamiris Antero, Mariza Costa, Flavio Tamogi Junior e Sonia Maria Porfirio da Silva.

Amanhã Tânia Raffoul, Leonardo Mancio Torres Auerbach, Neto Pereira, Ronaldo Costa, Léo Castilho, Julia Dias, Elisabete Castro, Rosângela Aparecida Claudino Ferreira, Patricia Panten Fukugava, Caio Rafael Rodrigues, Manoel Camanho, Elias Tabach, Catia Kurakata, Claudia Brandão do Prado e Fernanda Bissaco.

Tem algum gênero musical que te inspira mais? Brancco – Me inspira o gênero musical que seja verdadeiro, que tenha verdade e profundidade. Que seja um tambor de lata tocado por um semi analfabeto ou que seja um xilofone tocado pelo Maestro Roberto Saltini num quarteto de música de Câmara, se for verdadeiro, sem mentira, sem falsidade ou má intenção.

Você vai gravar o disco “As Mais Sinceras”, no Estúdio Municipal de Mogi das Cruzes. Como surgiu este projeto? Brancco – O Projeto As Mais Sinceras surgiu da vontade de dar um grito pelo bom caráter e pelo positivismo pelo fim da polarização e pela unificação do ser com o humano, agregado a isso uma vontade imensa de resgatar a verdadeira música popular brasileira como ferramenta de estímulo ao bom caráter do brasileiro, como nosso arranjador Paulo Higa. Flavio Dias de Oliveira dirigindo os shows, dirigindo o making of e em várias parcerias nas letras das músicas. O seu projeto foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes. Foi difícil? Brancco – Não foi difícil, os trâmites são burocráticos. É necessário ter experiência e principalmente não ter preguiça de estudar leis e decretos. No caso do álbum As Mais Sinceras foi uma aprovação simples porque o projeto foi elaborado seguindo filosofia de trabalho, sob diretrizes e regras para que o conteúdo tivesse verdadeiro valor cultural e principalmente interesse público. A Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes é muito prestativa. O pessoal é eficiente e explica tudo tim tim por tim tim. Existe uma Comissão de Análise de Projetos, se o seu projeto não tem interesse público não adianta choramingar, dinheiro público é muita responsabilidade, não pode ser tratado com leviandade. Quem como uma empresa mogiana pode apoiar este projeto? Brancco – Todos os mogicruzenses que recolhem IPTU e ISS podem destinar facilmente parte do valor pago em tributos a projetos aprovados pela LIC. Chamamos isso de renúncia fiscal. O patrocinador não tem que se cadastrar em nada, nem depositar dinheiro em conta de ninguém, basta pagar normalmente o seu tributo. Aqui pela LIC gravarei 18 músicas, 13 de autoria minha, em parceria com Flavio Dias, Percy Aires, Rui Ponciano, Eliézer Ramos e Rafa Crazy. Produziremos ainda um DVD do Making Of da gravação do disco que terá convidados como Áurea Lombardi, Eliézer Ramos, Tania Melo. Também pela LIC mogicruzense prensaremos 5 mil CDs que serão distribuídos gratuitamente nos 10 shows que se seguem pelo Estado de São Paulo Paralelamente você teve o mesmo projeto aprovado pelo PROAC-ICMS em São Paulo para fazer 10 shows. Como foi? Brancco – O processo foi ao contrário, primeiro o projeto nasceu com o PROAC ICMS e depois a LIC mogicruzense chegou até nós. Através do PROAC ICMS conseguimos aprovar a captação de verba para uma tour de 10 shows que circulará por dez cidades diferentes dentro do Estado de São Paulo, que enxergou o valor cultural e a necessidade de execução do álbum. Os shows serão com entrada gratuita e os ingressos serão distribuídos em escolas e universidades, serão 500 CDs-ingresso em cada cidade, onde o ouvinte experimentará as guitarras de músicos como Sócrates Noronha, também com Nathan Penteado na guitarra, Robson Ribeiro na bateria, e Rennan Soares no contrabaixo. Quem e como as empresas podem apoiar a cultura através deste projeto? Brancco – Os shows, diferentemente dos cinco mil CDs, podem ser patrocinados através da renúncia fiscal do ICMS, ou seja, qualquer firma do Estado de São Paulo que recolha ICMS pode destinar uma parte para projetos culturais. Fazemos um trabalho sério e queremos semear nossas sementes em locais férteis.

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