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Social - 18/09/2016

18 SET 2016 - 08h01

Entrevista Francisco Claret Silva

Chiquinho

Quando saiu de Minas Gerais imaginava trilhar uma carreira de sucesso como cantor e compositor? Francisco Claret Silva – Chiquinho – Quando vim de Minas Gerais, eu tinha apenas 10 anos de idade. Assim que meu pai faleceu minha mãe resolveu vir para Suzano onde já tinha dois irmãos que moravam aqui. A única coisa que eu conseguia imaginar naquela época era como fazer para conseguir um prato de comida. A música em minha vida surgiu aos 13 anos de vida, onde comecei a participar dos primeiros festivais estudantis e foi na Escola Raul Brasil, no Jardim Imperador, em 1976.

Você e sua irmã Teresa são meio Sandy & Junior. Um não consegue viver sem o outro? Chiquinho – Eu me sinto um pouco responsável por encaminhá-la para o caminho da música. Aos nove anos de idade ela já cantava em algumas festinhas. Eu morava no Jardim Imperador na década de 70, e todos os anos no Dia das Mães, eu convidava o bairro inteiro, e na garagem da minha casa eu colocava uma cortina, e enchia de cadeiras para as mães sentarem e ali improvisava um show. Na época os Secos & Molhados era o maior sucesso, e eu surgia por trás das cortinas com a cara pintada e aquelas roupas malucas de Ney Matogrosso, era um arraso (risos). No começo na escola, eu tirava nota zero todo semestre em música, pois tinha que me apresentar no palco e eu era totalmente matuto e dizia para professora que não sabia fazer nada, até que uma menina da escola me viu tocando um violão as escondidas e contou para professora. Fiquei uma semana sem ir na escola de vergonha. Depois virou Brasil. Agora vamos a parte séria da pergunta: Eu sou tão fã da Teresa, que não consigo abandonar a carreira, pois tenho medo dela parar também. Sua voz e seu domínio de palco são muito sérios e profissionais. É um talento raríssimo. Como seria o Chiquinho sem a Teresa? Chiquinho – Talvez existiria só o Chiquinho compositor, pois não me considero um cantor. Junto com a Teresa a gente se completa. Ela é a grande intérprete das minhas músicas, vários prêmios em festivais e muitos prêmios de melhor cantora. Devo tudo a ela. Amoooooooo.

Sente saudades dos grandes festivais de música? Chiquinho – Não tem como dizer não. Foi através dos festivais que aprimorei minha escrita, a forma de compor e fazer arranjos já imaginando que alguém iria julgar o meu trabalho. As farras durante a viagem com muita música dentro do ônibus e uma reunião de amigos com 40 pessoas na viagem, prontos para torcer por mim. Foram vários prêmios de melhor torcida. Tínhamos um Grito de Guerra que era assim: Suzano tá ai? Viramos até entrevista da Globo de Minas pela animação.

Não participa mais de festivais? Chiquinho – Alguns Festivais sim. Hoje está mais difícil, pois o custo da viagem está muito alto. Tem que computar ônibus, comida e hotel e isso encareceu muito. A própria linguagem dos festivais também mudou. Hoje ele está mais voltado para o pop, algo menos complicado e de linguagem fácil. Gosto muito do Festival de Tatuí, pois além de receber uma boa ajuda de custo, você é acompanhado pela orquestra da cidade. Ai fica mais fácil. Como vê o “The Voice” e o X-Factor Brasil que acaba de estrear na Band? Chiquinho – Tem intérpretes muito qualificados, mas não vejo um jurado com bons olhos não. Acho o resultado final já meio combinado, e o mercado fonográfico totalmente saturado. O vencedor não chega a lugar nenhum. São poucos os resultados satisfatórios e rentáveis. Posso citar alguns nomes como Roberta Sá, Marina Elali e agora essa menina da novela do Velho Chico, Lucy Alves.
E a Banda Geraes? Por onde anda? Chiquinho – Estamos tocando muito pouco por ai. Hoje a fatia do bolo está voltada para o Sertanejo Universitário e são eles que enchem as casas. Temos que ter a percepção que o momento não é nosso. Estamos fazendo shows no Sesc já há 17 anos, e assim vou ficando por lá que ainda curte uma boa MPB. Esse ano completo 40 anos de carreira e gostaria de comemorar com o público de Suzano que tanto me deu força e me aplaudiu nessa vida de músico. Você é Assessor de Eventos Culturais do Saspe – Serviço de Ação Social e Projetos Especiais da Prefeitura de Suzano. Fale um pouco deste trabalho? Chiquinho – A princípio minha vontade era de trabalhar na Secretaria de Cultura, onde no passado eu fui Coordenador Cultural no Governo do Pedro Ishida. Fiz um Curso de Animador Cultural pela Secretaria de Cultura do Estado, e me tornei um Produtor de Eventos totalmente voltado pro resgate da nossa cultura. Em 2013 recebi o convite de Dona Viviane (vice prefeita de Suzano) para trabalhar no Saspe – Serviço de Ação Social e Projetos Especiais, onde estou até hoje. As criações são minhas mas sem o pulso forte e o apoio dela jamais conseguiria realizar tantos eventos. Infelizmente foram três anos muito difíceis, onde tivemos que trabalhar bastante com a criatividade. Estamos no final do ciclo, mas se tiver que sair, vou com a cabeça erguida e satisfeito com as realizações sempre com a casa cheia. Agradeço imensamente o sucesso dos nossos eventos a toda equipe do Saspe, que trabalham como formiguinhas, desde a limpeza até o protocolo de recepção, para que tudo saia perfeito na hora do espetáculo. Quais são os eventos que marcarão o fim das atividades do Saspe deste ano? Chiquinho – Ainda restam dois eventos que fazem parte do calendário. Em novembro tem o Show da Consciência Negra e em dezembro encerramos com a Cantata de Natal que promete deixar saudades. Apesar da sua filha Nathália ser a sua cara, quem herdou os seus dotes artísticos foi a Isabella, a caçula. Apoia ou se assusta com isso? Chiquinho – A Naty até que começou bem no arte de dançar, mas ai veio a faculdade, o trabalho e impossibilitou a continuidade. Já a Isabella, é algo que nasceu com ela. Chamou muita atenção o fato de com tão pouca idade já subir ao palco para cantar Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Cartola e outros. Seu gosto musical preferido é o pop internacional, e junto com a dança, que já dura cinco anos no Centro de Arte Lilian Gumieiro, tem conseguido diversos prêmios. Seu sonho é se formar em Educação Física e dar aulas de dança. Se unir a música com a dança, não tem para ninguém. Pretendo ganhar muito dinheiro em cima dela (risos). Sua família está sempre presente em tudo que faz. O que é a família para você? Chiquinho – Minha família ahhhh é tudo pra mim. É meu esteio meu porto seguro. Minhas filhas foram concebidas com muito amor durante os festivais de música e a Silvana minha esposa, sempre do meu lado, sempre cantando comigo e me incentivando, muitas vezes me ajudando a lembrar as letras que eu esqueço. Total respeito entre nós, com muito diálogo e muito carinho. Resumo tudo em amor, amor e amor.

Hoje Petra Geggus, Osni Vicentini, Cid Cury, Juliana Paiva Claudino, Gabriel José Rangel, Sérgio Luiz Fernandes de Lima, Marina Bianchi, Hélio Furuuti, Edna da Costa e Silvana Moreno de Moraes. Amanhã Airton Ramos, Mércia Manrique, Fernanda Cristina Sobral Mello,Cristina Schwarz, Corina Célia de Andrade Minhoto, Anderson Clayton, Aleixa Toste e Jéssica Gomes Silveira.

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