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Entrevista

110 pessoas vivem em situação de rua, estima secretário

Grande maioria tem entre 18 a 60 anos de idade

05 junho 2022 - 11h00 Por Thiago Caetano - Da Reportagem Local
Na semana passada, outros temas foram abordados durante a entrevista do secretário Geraldo Garippo ao vivo. 
 
Entre eles, a situação dos moradores em situação de rua no frio. De acordo com Garippo, 110 pessoas vivem nestas condições em Suzano. A grande maioria tem entre 18 a 60 anos de idade. Todos eles são conhecidos pela pasta, assim como onde se concentram. Além disso, circulam pela cidade, mais de mil pessoas em situação de vulnerabilidade por ano. “São pessoas que passam dois ou três dias aqui e vão embora para o Litoral ou para a Capital Paulista. Esse movimento é permanente”, disse.
 
Na última frente fria, a cidade conseguiu manter 50 vagas em abrigo durante 10 dias. Em dias gelados, inclusive, o secretário destacou o serviço de abordagem às pessoas em situação de rua com objetivo de acolhê-las. No entanto, muitos acabam não aceitando. “Na abordagem, oferecemos uma manta caso elas neguem ir ao abrigo”.
 
Garippo também mencionou o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). De acordo com ele, a pasta está elaborando um diagnóstico para entender quem são as crianças, qual o tipo de trabalho infantil elas estão fazendo e também saber de qual região é sua família, bem como saber o porque escolheram este caminho. Ele recomenda à população não dar esmolas para as crianças. “Você acha que está ajudando, mas não está. Na verdade, está mantendo-a naquela prática. A ideia é encaminhar as crianças para instituições da cidade para que ela possa ter outra perspectiva de vida. Temos que contar com a ajuda do cidadão”, recomenda.
 
O objetivo é encontrar crianças além da região central de Suzano. Uma campanha foi criada visando o fortalecimento do Fundo Municipal dos Direitos das Crianças. “Estamos com essa campanha, que é de conscientização, novamente. Ao invés de dar esmola, fortaleça o fundo para o mesmo bancar projetos sociais. Cabe ao poder público ofertar para essas crianças e adolescentes uma saída. E cabe ao cidadão sugerir, encaminhar e estimular essa criança buscar outra saída”, finalizou. 

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