A qualidade do ar do Alto Tietê é classificada como boa. Segundo a gerente da divisão de Qualidade do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Maria Lucia Guardani, desde os últimos dias, as chuvas que estão caindo de forma regular contribuem para a eliminação das micropartículas na atmosfera que prejudicam a saúde.
Com o tempo encoberto, a formação de ozônio fica comprometida, já que o sol ajuda na formação do gás- que é prejudicial à saúde- ocorre na atmosfera. A próxima estação é o inverno, caracterizado pelas micropartículas- partículas inaláveis finas- presentes no ar devido à falta de chuva.
“As condições na região do Alto Tietê são boas. Não possuem uma quantidade exagerada de poluentes e tem baixa tendência a gerar efeitos na saúde da população. As doenças respiratórias, em grande parte, são consequências da imunidade”, explica.
Os automóveis são um dos determinantes que ajudam a classificar a qualidade do ar. Além disso, são os grandes causadores em transmitir o monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2) e Ozônio (O3).
“No início da pandemia, o fluxo de veículos na rua diminuiu e contribuiu para melhorar a qualidade do ar. Para ajudar a reduzir a poluição é recomendado o uso de transportes públicos ou meios de transporte ecológicos e sustentáveis. Exemplo disso é a bicicleta”, diz.
Outro ponto que contribui para a classificação é a presença de indústrias na região. Emitem principalmente partículas de gases poluentes (PM10 e PM2. 5), dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx), monóxido de carbono (CO) e Dióxido de carbono (CO2).
“Um desses exemplos é o caso de Perus a qualidade do ar é classificado como moderada, mesmo com a grande quantidade de gases”, simplifica.
Segundo a Maria Lúcia, o tempo seco e a falta de chuva é prejudicial, porque as micropartículas se firmam na atmosfera e são inaladas pela população. Além disso, neste período há uma tendência a ter queimadas que geram fumaças poluentes e fuligens no ar.
“É preocupante porque as queimadas alteram toda a atmosfera, se não ocorrer chuva essas partículas são inaladas pela população”, disse.
Como forma de conscientizar a população da importância da qualidade do ar, a Cetesb disponibilizou uma plataforma de consulta em seu site. No arquivo que pode ser consultado por todos, a companhia detalha os dados da medição do ar nas últimas 48 horas.
O monitoramento da qualidade do ar foi iniciado na Região Metropolitana de São Paulo, em 1972, com a instalação de 14 estações para medição diária. As estações mais próximas e usadas para consultar no Alto Tietê ficam localizadas em Itaquera e em Guarulhos.