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Abastecimento

Caminhão-pipa abastece 145 caixas d’água em 20 bairros

Moradores relatam que além das caixas d'água, também dependem de poço e minas de água

12 junho 2022 - 05h00 Por Guynever Maropo - Da Reportagem Local
As famílias de 20 bairros de Suzano dependem do abastecimento de caminhão-pipa. Os veículos enchem as caixas d'água porque esses locais não possuem encanamento. O abastecimento por caminhão-pipa é dividido entre 145 caixas. 
 
Os moradores, muitas vezes, passam por dificuldade porque os reservatórios esvaziam rápido demais.
Além das caixas d’água, os moradores do Parque Cerejeira - que é um dos bairros que passam por dificuldades- dependem de poço e também de minas de água. 
 
Em grande parte, a água não é potável e os moradores a tratam em casa para o consumo.
De acordo com a Prefeitura, as caixas d’água estão localizadas no distrito de Palmeiras (140), na região do Raffo (1), na Fazenda Aya (2) e no Jardim Monte Cristo (2). 
 
 Uma ou duas vezes
 
“O abastecimento ocorre uma ou duas vezes por semana, dependendo da necessidade de cada local”, explica.
 
O ajudante geral Matheus Pablo conta que é uma situação difícil depender das caixas d’águas.
Muitas vezes o caminhão-pipa demora uma semana para fazer o abastecimento. 
“A única vantagem é que a comunidade é unida. Quando acaba a água da caixa, as famílias que têm poços, distribuem para as demais”, diz.
 
A casa do ajudante Igor Gonçalves é abastecida por poço e mesmo assim tem dificuldade para trazer a água. Ele relata que toda manhã abre a bomba e puxa a água para em seguida fazer o tratamento deixar potável. 
 
“É um processo toda manhã. Mas tenho essa vantagem de ‘possuir’ a água em casa”, diz.
Ainda assim, os poços em temporada de baixa chuva secam e as famílias voltam a depender exclusivamente da caixa d'água. 
 
Optam também por comprar galões de água no mercado. “Nesse caso, o custo na compra do mercado fica maior. É um absurdo ter que comprar água, deveria ser um direito de todos”, opina a dona de casa Fernanda Roberta.
 
A falta de segurança nas moradias próximas ao rio também atormenta os moradores da região sem abastecimento. “É um descaso com as famílias ter que viver nesta situação. A opção é essa já que a Prefeitura não ajuda eles”, comenta o ajudante Igor Gonçalves.

Outro bairro que não tem acesso ao encanamento de água da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é o Jardim dos Eucaliptos. 

Nas ruas principais possui três caixas d'água grande, no qual os moradores ficam dependentes. Relatam ter a mesma dificuldade com a falta de frequência do abastecimento da água.

"O responsável da mercearia manda mensagem para o dono do caminhão pipa vir abastecer as caixas d'água. Já demorou cerca de dez dias para virem, e os moradores ficam largados”, comenta a atendente Daniele da Silva.

No mesmo bairro tem residências que são mantidas com água de poço. É o caso da mercearia do João Leopoldina, que não sofre com a falta de água. “Nunca precisei depender da caixa d'água. Mas mesmo assim é difícil para os outros moradores”, conta.

“Desde a primeira gestão, do prefeito Rodrigo Ashiuchi apresenta à Sabesp a necessidade de resolver a situação de forma definitiva. A fim de que nenhuma família precise mais depender do fornecimento por meio dessas caixas d’água”, explica a administração municipal.

A pasta destaca que já conquistou o saneamento básico aos bairros: Rincão das Lendas, Jardim Gardênia Azul e Jardim Panorama. Serão beneficiadas 5 mil famílias.

“A administração municipal recebeu do órgão estadual a informação de que será feito um projeto para mudar o atual cenário, que dependerá da ampliação da rede de abastecimento nesses lugares hoje atendidos com caixas d’água”, conclui.
 

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