O comércio de Suzano não parou nesta sexta-feira após o feriado e abriu normalmente. O movimento, no entanto, foi pequeno. Empolgado pela semana anterior, com o Dia dos Namorados, o varejo funcionou com expectativas otimistas.
Entretanto, para parte do comércio local, as esperas não se confirmaram.
Segundo Chenlu Xu, gerente da Loja Irmãos, o que pode explicar a frustração para alguns setores do varejo é a viagem dos clientes neste feriado prolongado. Ela ainda diz que, apesar de contar com itens de presente e variedades para a casa, o movimento de consumidores teve uma queda de cerca de 30%, mas aposta na retomada nesta reta final do mês.
Condição que é semelhante para as lojas DIBS e Jasmine Presentes. Walter Faria, gerente da DIBS, cita como está abaixo o movimento e o que espera nos próximos dias. “Não tão bom como foi no Dia das Mães. Hoje, precisamente, está mais na média. A expectativa agora é recuperar no restante do mês, com o frio e festa junina chegando, a tendência é melhorar”.
Para a vendedora da Jasmine Presentes, Julia Kikuchi, a esperança de retomada passa pela mesma aposta: festa junina. “O fluxo de clientes pós feriado diminuiu na loja. Desde o começo da semana, na verdade, coisa de 50%. Essa loja é bem movimentada, por ser loja de presentes e variedades. Não sei dizer o que houve muito bem. A expectativa agora é de tentar se recuperar, apostar na festa junina, o rapaz foi até buscar alguns itens característicos, camisas, enfim”.
Na contramão, tanto a Miamor como a Lojas Mel relatam um acréscimo no fluxo de caixa.
Cristina da Silva, gerente da Miamor, cita um crescimento de 15% no movimento quando comparado com o ano passado. “A gente vem de um ano que ficamos muito tempo fechado, e esse ano, o pessoal já está fazendo festa, o que nos ajuda. O pessoal compra muito mais do que nos outros anos”.
Gleicy Cabral, fiscal de caixas da Lojas Mel, relata junto do aumento nas vendas, um fator que pode ter impulsionado os números. “Essa semana as vendas estão indo bem e acima da média, da semana passada para esta houve um aumento de cerca de 50%”.
O DS também buscou ouvir o lado dos consumidores para entender ambos os lados da oscilação recente do comércio local. Para a aposentada, Teresa Fortunado, e filha, Amanda de Oliveira, analista de logística, o que traduz essa oscilação são os preços e qualidade de atendimento.
“Os preços aumentaram, dá para sentir uma boa diferença, desde quando você vai ao mercado até coisas que compramos em lojas, e por causa do orçamento, como clientes, estamos tendo que ‘rebolar’ bastante para dar um jeito”, diz Amanda. Ela também levanta as lojas digitais como uma boa alternativa, dependendo dos valores.