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Cidades

Jornalista comenta sobre os desafios da comunicação pública

Coordenador deu pistas de que o setor de Transparência poderá ser incorporado na Comunicação

19 junho 2022 - 16h00 Por Thiago Caetano - de Suzano
Os desafios da comunicação pública foi um dos temas da entrevista com o coordenador da Secretaria de Comunicação Pública de Suzano (Secop), o jornalista Paulo Pavione, ao DS. Durante a participação do programa “DS Entrevista”, o coordenador deu pistas de que o setor de Transparência poderá ser incorporado na Comunicação, entre outros temas. 
 
Pavione destacou o diálogo do setor com as secretarias como um dos pontos fortes. Todas as pastas estão conectadas com a Comunicação da Prefeitura. “Em muitos lugares não existe essa conexão, algo que conseguimos aqui em Suzano. Isso sempre foi muito dialogado dentro da gestão. Toda segunda falamos com eles. Se há alguma atividade excepcional. Colocamos na agenda e organizamos. É assim com diretores também. Todos reportando para nós”, destaca.
 
Segundo o coordenador, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) deixou ainda mais evidente a importância da comunicação pública. A estratégia adotada foi divulgar os casos de Covid-19 na cidadã através das redes sociais e das ações da Administração Municipal no combate ao vírus. “Foi uma estratégia que adotamos e aplicamos nas redes sociais e na imprensa. Vivemos em um mundo muito imediatista. Foi colocado à prova a importância de uma comunicação pública”, afirmou.
 
Outro episódio que ficou marcado na cidade foi o massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em março de 2019. A Prefeitura de Suzano precisou se posicionar, mesmo se tratando de uma instituição de responsabilidade do Estado. Pavione estudou no Centro de Estudos de Línguas da escola. “Nunca imaginei que faria assessoria de um momento tão crítico”, disse.
 
“Várias decisões foram tomadas. Fizemos todo o suporte necessário. Recebemos o governador (na ocasião, João Doria). Divulgamos notas, que eram atualizadas a todo o momento, para a imprensa. Definimos um porta-voz para atender a imprensa. Identificamos o Bunkyo para levar as famílias. Prestamos todo o suporte necessário”, relata.
 
Um dos momentos mais difíceis, segundo ele, foi o velório das vítimas, na Arena Suzano. Ele ocorreu na quadra do ginásio e não foi permitido que a imprensa se aproximasse. “Foram momentos decisivos. Até hoje recebemos demanda sobre a situação”, conta.
 
Durante a entrevista, o jornalista deu pistas sobre uma possível incorporação do setor de Transparência na Comunicação. Sem uma confirmação, ele apenas disse que haverá novidades. “Estamos sempre acompanhando a parte de Transparência, junto com a Controladoria e a Administração. Fazemos reuniões periódicas. A Transparência já existe e é competência da Controladoria e da Administração. Temos feito várias atividades e em breve teremos boas novidades”.
 
Outros assuntos
 
Ainda durante a entrevista, o jornalista reforçou que a comunicação da Prefeitura de Suzano tem evoluído. A equipe conta com setores de atendimento à imprensa, comunicação interna, fotografia, designer e redes sociais. Suzano está presente no Facebook, Fliker, Instagram, Linkedln, Tik Tok e Youtube. 
 
Para cada plataforma, uma linguagem diferente. Além disso, a comunicação fora das redes sociais também é levada em consideração. A ideia é atingir todos os públicos, incluindo o público que não possui acesso à Internet.
 
A tecnologia também é uma forte aliada no combate às fake news. Principalmente no Facebook. O site da Prefeitura também é tem papel fundamental neste quesito. “Soltamos notas imediatas nas redes sociais com a informação real para minimizar o impacto da fake news. Temos trabalhado bastante no nosso site. Deixamos-o 100% acessível para que as pessoas com deficiência tenham acesso ao nosso conteúdo”, explicou Pavione.
 
Livros
 
O interesse pelo jornalismo nasceu ainda no colégio, durante trabalhos de entrevistas. Pavione sempre gostou de ouvir histórias. Essa paixão fez ele produzir o livro “Até que a Morte nos Separe” como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). No livro, ele conta histórias de mulheres vítimas de violência doméstica. Tudo num período de um ano e meio. Ele visitou outros estados do Sudeste durante a produção do livro. O e-book está disponível em seu Instagram. “Tive casos próximos a mim. Não tinha noção dessa dimensão. Fui entender o que é a violência doméstica”.
 
Agora, o jornalista está produzindo um outro livro. Desta vez sobre transexualidade. “São pessoas que sofrem muito. Gostaria de evidenciar um trabalho e que pudesse empoderar, da mesma forma que o primeiro livro”, finalizou. 

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