Os deputados federais da região do Alto Tietê votaram a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ‘Kamikaze’, ou a PEC dos benefícios, como também é conhecida.
O DS ouviu as opiniões, todas favoráveis, dos quatro deputados federais entrevistados.
Para o deputado federal e ex-prefeito de Guararema, Márcio Alvino (PL), o ‘voto sim’ se justifica pelos problemas do cenário nacional pós-pandemia. “O Brasil ainda sofre com os impactos gerados pela pandemia da Covid-19 e a PEC tem como objetivo mitigar as dificuldades enfrentadas pela população de baixa renda. Eu sempre vou votar a favor de projetos que priorizem auxiliar os que mais precisam”, afirma.
A deputada federal e Policial Militar, Katia Sastre (PL), também citou a ideia de beneficiar quem mais precisa como argumento para o voto favorável.
“Junto à crise sanitária, que gerou desemprego e fome, há também a crise internacional, como a guerra na Ucrânia. Esses acontecimentos aceleraram a alta dos preços para o consumidor. O presidente Bolsonaro se prontificou a não deixar milhões de brasileiros sofrendo na miséria. É uma ação necessária para girar a economia e dar dignidade a quem mais foi afetado pela pandemia”, completa Katia.
O deputado federal e pastor evangélico, Roberto de Lucena (Republicanos-SP), apesar de ponderar os riscos da PEC, afirmou que “não poderia votar contra o que ela entregou para a sociedade”.
Já o deputado Marco Betaiolli (PSD) afirmou o voto sim, avaliando o atual momento nacional e o significado de medidas sociais, como a PEC. “É muito importante nesse momento de instabilidade inflacionária que o país atravessa, assim como todos os países mundiais, que o governo esteja atento às questões sociais, e desenvolva políticas públicas que possam amenizar o enfrentamento da população diante dessa alteração de preços”, completa.
Com a PEC aprovada, o governo poderá melhorar benefícios sociais em ano eleitoral, alterando a constituição devido ao estado de emergência.
A previsão é de gastar até de R$ 41 bilhões, impulsionando o Auxilio Brasil (de R$ 400 para R$ 600), manutenção de vale-gás e auxiliar taxistas e caminhoneiros, além de ressarcimento aos Estados na redução do ICMS sobre o etanol hidratado e o reforço orçamentário voltado para o programa Alimenta Brasil.
Esses benefícios valerão somente até o final deste ano, conforme o governo federal.