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Representatividade

Cientistas políticos comentam representatividade política

Alto Tietê conta atualmente com nove representantes políticos a nível estadual e federal juntos

04 setembro 2022 - 15h00 Por Fernando Barreto - Da Reportagem Local
O Alto Tietê conta atualmente com nove representantes políticos a nível estadual e federal juntos. São quatro deputados estaduais e outros cinco federais. O DS procurou dois cientistas políticos que analisaram os números de parlamentares.
 
Fernando Ivo e Eduardo Caldas afirmaram não existir um número mínimo ou ideal de representantes. Os dois também concordaram que não existe uma regra para um número mínimo de parlamentares em relação ao número populacional ou de eleitores. Atualmente o Alto Tietê tem 1.221.164 eleitores aptos a votar, conforme reportagem do DS em julho.
 
Para Fernando Ivo o voto distrital deveria ser adotado, pois assim os candidatos e consequentemente os eleitos vão conhecer melhor as demandas da região. “A questão não está no número de representantes, mas sim na qualidade daqueles que forem eleitos”, afirmou. Além disso, para ele o voto distrital exige menos dos candidatos, pois muitos precisam “fazer campanhas de governador” e ir para regiões “que nunca mais voltam”.
 
Segundo Ivo, além do papel de fiscalizar e legislar, os deputados eleitos têm o papel de trazer emendas parlamentares às regiões. “Se a Santa Casa precisa de mais leitos. Se a segurança necessita de novas armas ou viaturas. São questões que um deputado pode ajudar com emendas. Além da relação com o governador, que pode aportar mais verba para algum projeto municipal”, ressaltou.
 
Ivo conclui dizendo que quanto mais candidatos representando a região, mais emendas chegam. “Os eleitores precisam olhar mais para os políticos do Alto Tietê. A região pode fazer mais”.
 
Eduardo Caldas também reforça que não há um número ideal de políticos eleitos por região. O analista ainda afirma que, a depender de um cálculo, a região já tenha um número de parlamentares suficiente.
Sobre o voto distrital, Caldas afirmou que não vê com bons olhos, principalmente a ideia inicial proposta pelo ex-presidente Temer. Caldas analisa que o distrital misto seja a melhor opção. “Metade dos eleitos são por meio do distrital. E a outra metade normal, como é atualmente”, afirmou.
 
“O distrital puro favorece muito os candidatos endinheirados”, ressaltou.
 
O cientista reforça que o papel do deputado, apesar de pouco lembrado, é legislar, independentemente se ele foi eleito com votos de uma única região do Estado (para o caso dos deputados estaduais) ou eleito por um Estado da federação (para o caso dos parlamentares federais).
 
“Porém, é importante lembrar que mesmo o candidato não sendo eleito ou não representar com emendas uma determinada região, ele legisla em prol dela. Ele elabora e aprova leis que vão influenciar na vida de quem reside por lá”, disse.

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