Especialistas ouvidos pelo DS acreditam que região será beneficiada por mais investimentos pelos novos governos estadual e federal, principalmente para os setores da Saúde, Meio Ambiente e Transporte, áreas consideradas por eles as principais e com maior carência.
O DS ouviu na última semana quatro cientistas políticos para saber as expectativas de investimentos com a posse dos novos governos. Todos ressaltaram também a importância do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) para atrair verbas e a atuação dos deputados estaduais e federais.
Para o professor e sociólogo Afonso Pola as áreas da saúde, moradia e meio ambiente, principalmente o auxílio para os rios e córregos, são as que merecem prioridade.
Na área da saúde, Afonso Pola ressalta a alta demanda que Mogi das Cruzes tem devido ao serviço na cidade ser bom. Segundo disse, é preciso reforçar a área. "Mogi tem um sistema (de saúde) razoável. Então, como as outras cidades não tem, sobrecarrega Mogi. Mas vale ressaltar que não vale e não cabe ao município proibir o atendimento. Por isso mais investimentos para essa área são necessários", disse Afonso Pola.
Olavo Câmara, outro ouvido pela reportagem, reforça os investimentos na saúde. Segundo explicou, "a Santa Casa de Mogi carece de mais verba, o sistema de saúde em Suzano também precisa de mais investimento".
A área ambiental também foi lembrada por Afonso Pola e Câmara. Para Afonso Pola a expectativa é de mais investimentos tanto dos governos federal quanto estadual. Os dois citaram a proteção dos rios e áreas verdes.
Afonso Pola lembra também as demandas na área de moradia. Segundo explicou o sociólogo muitas pessoas vivem em locais inadequados na região. "Essa é outra demanda que merece atenção e vai exigir investimentos do Estado e federação", disse.
O cientista político Fernando Ivo Antunes reforça que na região existem obras para o setor de moradia, seguindo a mesma linha de pensamento de Afonso Pola. O cientista político lembra os programas Casa Verde Amarela e CDHU que precisam ser retomados.
Fernando Ivo Antunes lembra outros programas que vão precisar de investimentos na região, como o Poupatempo e Bom Prato. "Há políticas estaduais e nacionais importantes, como o Casa Verde e Amarela, e o ainda Auxílio Brasil, Poupa Tempo, Bom Prato, além de investimentos enviados como recursos", explicou.
O cientista político e o sociólogo Afonso Pola também ressaltam o lado do Transporte. Os dois especialistas lembram que o Alto Tietê tem muito a ganhar se investido nesse setor.
"Alto Tietê tem grande chance de avançar com os governos que tomaram posse neste ano, principalmente, acredito, em questões de mobilidade urbana. Com avanço das obras de Metrô e as obras da CPTM, além de verbas estaduais e federais em obras, é uma área que fatalmente vai avançar", disse Fernando Ivo.
Em Mogi, por exemplo, há expectativa de estender a Linha 11-Coral até o distrito de Cesar de Souza.
Condemat
Todos os especialistas ouvidos pelo DS reforçaram a importância do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) para a região. O professor da USP e cientista político Eduardo Caldas afirma que é preciso fortalecer o consórcio para que se cobrem demandas regionais.
"Ele precisa ser mais atuante. Se isso (fortalecer o Condemat) não ocorrer, cada cidade vai buscar soluções para suas próprias demandas e um projeto de região não será desenvolvido", disse.
Afonso Pola também reforça o papel do Condemat, e vai além, dizendo que o consórcio precisa receber demandas da população.
"O Alto Tietê como um todo, a sociedade civil e os parlamentares eleitos, precisam conversar e criar articulações", afirmou.