O Alto Tietê perdeu 27,33 hectares de Mata Atlântica, cerca de 273,3 mil metros quadrados, entre janeiro e outubro de 2022.
Somente em São Paulo, foram 352,1 hectares desmatados. Os dados são do novo boletim do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica.
O bioma está representado dentro dessas cidades na região: Suzano, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Santa Isabel e Arujá.
Entre janeiro e outubro de 2022, a Mata Atlântica perdeu 48.660 hectares, por desmatamento. Somente entre os meses de agosto e outubro, a área desflorestada foi de mais 6.850 hectares.
A fundação ressalta que os dados apontam a concretização do aumento gradual do raio de desmatamento na Mata Atlântica, assim como em outros biomas do País.
A entidade pondera, ainda, que, em todos os casos, independentemente do bioma, a devastação está relacionada à expansão agropecuária e a falhas na fiscalização e no combate ao desmatamento, "o que também marcou 2022 em todo o Brasil".
Alto Tietê
Em São Paulo a distribuição do desmatamento é maior para agricultura com 52%, depois vem expansão urbana com 44,4% de desmatamento, o restante é dividido entre mineração e outros.
Mogi das Cruzes lidera o ranking com 13,62 de hectares desmatados.
Na sequência vem Itaquaquecetuba com 1,07 de hectares. Suzano representa 2,89% de hectares desmatados. Arujá acumulou 1,84 de hectares desmatados e na sequência vem Ferraz de Vasconcelos com 1,07 de hectares.
Santa Isabel representa apenas 0,49 de hectares desmatados.
As demais cidades não tiveram registro de desmatamento.