A partir da onda de crimes no último final de semana de pré-Carnaval, o especialista em segurança pública e privada, Jorge Lordello, orienta fazer um “checklist da segurança”, assim os foliões celebram o Carnaval sem transtornos até o dia 21 de fevereiro.
Para saber como se proteger e se preparar, é preciso ficar atento aos tipos de golpes possíveis nos bloquinhos.
O especialista destaca que o principal crime é o furto de celular. “Em algumas situações pode acontecer o assalto, mas isso é no percurso para ir ao bloquinho. O maior perigo é na aglomeração, ao puxar o celular ou empurrar a pessoa e quando cai no chão furtar o aparelho”, explica.
Além do furto, o golpe da maquininha do cartão de crédito ou débito está cada vez mais comum. “Nessa época do ano, muita gente arma barraquinha na rua para vender bebida alcoólica, mas tem pessoas que estão neste local e aplicam golpe, como a troca de cartões. A pessoa entrega o cartão dela, presta atenção na senha e devolve um cartão errado, com a mesma bandeira”, comenta.
No carnaval, ainda tem o risco das maquininhas adulteradas em que o consumidor tenta realizar a compra três vezes, na primeira e segunda surge os preços mais altos que o valor da compra inicial e dá como erro na máquina, até a última vez que aparece o preço real e é aprovada.
Lordello exemplifica com a compra de um item por R$ 12, nas primeiras vezes pode surgir R$120 ou R$1,2 mil, e somente na última vez o valor inicial. “Os criminosos adoram atacar locais de festa e principalmente festa com aglomeração, álcool e drogas, já que a pessoa está se divertindo e esquece da segurança”, disse. Para os motoristas, fiquem atentos com o crescimento de acidentes de trânsito neste período.
Um outro alerta é para o “Boa noite, Cinderela”, ação de colocar alguma substância em bebida e deixar a vítima inconsciente. O especialista pede atenção com os copos. Assim, Lordello diz que para curtir os bloquinhos sem transtornos o ideal é não levar carteira e celular. “Levem dinheiro e se não houver possibilidade de ficar sem o aparelho, utilizar um celular antigo e trocar o chip”, orienta.
Uma outra dica é para quem vai em grupos, se uma pessoa precisar levar o aparelho, todos os outros ficam seguros. Mas lembre, mantenha o aparelho escondido, não ande com ele na mão, pendurado no pescoço e não tire-o em público.