Prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) vão se reunir no dia 1º de março para discutir a abertura da Barragem da Penha e o desassoreamento do Rio Tietê.
O encontro acontece depois da Prefeitura de Itaquaquecetuba decidir, na última quarta-feira (23), entrar na Justiça com uma medida judicial contra o departamento pedindo a intervenção nas comportas da barragem.
A administração solicita os dados técnicos de funcionamento das comportas, quantidade de fluxo de água e impacto do parcial fechamento no Alto Tietê.
Nesta semana, o DS verificou a situação dos moradores no bairro Vila Maria Augusta e Vila Japão, que sofreram com as enchentes. Com o Rio Tietê ao redor, as casas e ruas ficam alagadas, impossibilitando a passagem de pessoas e veículos.
Recentemente, o prefeito de Itaquá, Eduardo Boigues (PP), percorreu o Rio Tietê, no trecho que passa dentro da cidade, para explicar os motivos das enchentes. Em uma live nas redes sociais, o prefeito afirmou que o escoamento da água no Rio Tietê está lento pois duas comportas na Barragem da Penha estão fechadas.
O prefeito ainda cobrou do Governo do Estado ajuda para o desassoreamento do rio no trecho de Itaquá.
No dia 9 de fevereiro, a direção do Condemat solicitou apoio emergencial ao DAEE para conter as enchentes e minimizar os impactos causados pelas chuvas nas cidades, o que descartou a abertura da barragem.
DAEE
Em nota, o DAEE esclareceu que a área de influência da Barragem da Penha se estende por 5 quilômetros, até o início da via de acesso ao aeroporto de Cumbica, não havendo, portanto, influência da barragem nos municípios da região do Alto Tietê. Atualmente quatro das seis comportas existentes estão fechadas e não houve, até o momento, necessidade de manobras operacionais.
O Departamento segue atento à situação e vai atuar de imediato caso as condições mudem. Concluiu a nota sinalizando que a regra operacional da barragem determina que as comportas sejam fechadas quando a jusante do Tietê, abaixo da Barragem - sentido capital, atinge a cota de 720 metros, em relação ao nível do mar. Atualmente a cota do Tietê está em 722,7.
Ainda assim, para o Departamento, o fechamento das comportas não impede o fluxo da água, pois o excedente extravasa por cima delas quando a cota superior, de 723 metros, é alcançada, situação prevista no projeto.