O número de atendimentos no Pronto-Socorro (PS) Adulto cresceu 8,99% nos primeiros 18 dias de julho. Uma das causas são as doenças respiratórias de inverno.
Na contramão, ocorreu queda de 45,55% no atendimento no PS Infantil em relação ao mesmo período do mês passado.
As informações são da Secretaria de Saúde. Segundo a pasta, neste último caso, não é possível quantificar quantos atendimentos foram por sintomas respiratórios exclusivamente.
As demandas respiratórias de inverno no PS Adulto geralmente ocorrem por síndrome gripal, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e pneumonias.
No PS Infantil, além da demanda de síndrome gripal, também são comuns as bronquiolites, infecções das vias aéreas superiores (IVAS), crises de asma e bronquite, e pneumonias.
“As principais doenças que aumentam com o clima frio são as doenças respiratórias. E outras manifestações também que surgem como complicação dessas doenças, como as infecções, as pneumonias, as bronquiolites.
Isso se deve ao frio e ao clima seco, que dificulta a dispersão de poluentes e faz com que as pessoas, principalmente alérgicas, sofram nesta época do ano”, afirma a médica alergista Fátima Rodrigues Fernandes, diretora do Serviço de Alergia e Imunologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE).
Todas essas doenças têm em comum sintomas respiratórios como tosse, coriza e nariz entupido. “É fundamental procurar ajuda profissional principalmente quando houver piora de sintomas, como febre, fadiga e a secreção mudar de cor para amarela ou verde, pois podem ser sinais de complicações e até de hipóxia, que é a baixa concentração de oxigênio no sangue”, explica a especialista do HSPE.
É importante saber diferenciar as doenças para que a administração correto do tratamento. O uso de remédios não deve ser feito sem orientação médica.