Mais de um terço dos trabalhadores passam mais de uma hora por dia no transporte. É o que mostra pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI), segundo a qual 8% da população gasta mais de 3 horas se locomovendo para realizar atividades de rotina, como trabalho e estudo; 7% ficam entre 2 e 3 horas por dia no trânsito e 21% entre 1 e 2 horas, totalizando 36% das pessoas que passam mais de 1 hora diária no transporte.
Os dados são de todo o País, mas podem ser transferidos para Suzano e as demais cidades da região.
O estagiário de Suzano, Ricardo Silva Bento, por exemplo, passa mais de 2 horas no transporte, entre trem e metrô. Ela trabalha na Vila Olímpia em São Paulo. Tem de pegar duas conduções. “Preciso sair bem cedo para chegar no horário”, disse.
De acordo com 29% dos entrevistados, o tempo de locomoção aumentou depois da pandemia. A pesquisa mostra também que 55% das pessoas têm a qualidade de vida afetada em razão do tempo gasto no transporte e 51% afirmaram que o tempo perdido no trânsito impactam em sua produtividade.
A pesquisa, feita em parceria com o Instituto Pesquisa de Reputação e Imagem (IPRI), entre os dias 1 e 5 de abril de 2023, entrevistou 2.019 pessoas da população economicamente ativa (PEA) brasileira acima de 16 anos, em municípios com população a partir de 250 mil habitantes nas 27 Unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Os dados apontam que o tempo perdido no trânsito impacta no desempenho do trabalho. Segundo a pesquisa, 60% das pessoas já chegaram estressadas ao trabalho por conta do tempo no transporte e outras 60% alegaram que já se atrasaram por causa do trânsito. Outras situações relatadas foram a perda de um período de trabalho (34%), a perda de uma reunião importante (26%) e perda de um dia inteiro de trabalho (23%) em virtude desse tempo gasto no trânsito.
A pesquisa mostra ainda que 32% dos trabalhadores deixaram de aceitar oferta de emprego em razão de problemas de transporte/locomoção, outros 10% resolveram trocar de emprego por causa do trânsito e 2% já recusaram uma proposta de emprego bem como mudaram de posto de trabalho por conta das condições de deslocamento.