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Enfrentando as dificuldades

30 agosto 2022 - 08h00 Por Gabriely Machado
Enfrentando as dificuldades

Passamos por um tempo turbulento e, infelizmente ele ainda não findou... Agora temos outra epidemia que vem aos poucos se alastrando, mas como temos muitos assuntos a pensar, vamos deixando de prestar atenção a situação que se agrava e não tomamos os cuidados necessários.
Sim o uso de máscaras ainda se faz necessário, o álcool em gel precisa ser usado sempre como forma de manter nossa higiene das mãos evitando que transportemos qualquer tipo de vírus para nosso organismo ao passar as mãos nos olhos, no nariz ou leva-la à boca. 
Os germes estão por aí esperando a oportunidade de entrar em ação, são como bandidos que nos espreitam buscando a chance de agir, um leve descuido e eles nos surpreendem...
Cada um à sua maneira, os bandidos levam nossos bens materiais e por vezes até a nossa vida, os vírus e os germes existentes na natureza tiram nosso sossego, nossa saúde, causam transtornos em nossas finanças enquanto temos que nos cuidar, afinal remédios são caros e sempre trazem outros problemas por conta dos efeitos colaterais que são muitos.
E, infelizmente nem sempre medicados e cuidados sobrevivemos, por um pequeno descuido, pela falta de um cuidado rápido e eficiente podemos deixar esta vida, ficando uma lacuna impreenchível no lugar que um dia ocupamos. 
Pode parecer cruel falar sobre esse assunto, mas, a crueldade esta em não tomarmos os cuidados para preservar nossa saúde, são pequenos e eficientes, além de fundamentais.
As farmácias se multiplicam as dezenas na mesma avenida, por vezes no mesmo quarteirão, de onde deduzimos que somos um povo que necessita de remédios, uma vez que todas elas possuem uma quantidade suficiente de clientes que as mantém de portas abertas.
Enquanto lojas de departamentos, de roupas, de calçados, de artigos para o lar vão sequencialmente fechando suas portas, vemos surgir nos mesmos espaços farmácias de nomes famosos e conhecidos e outras que sequer imaginamos de onde surgiram...
Funcionários bem treinados, uniformizados nos atendem com educação e sempre tentam nos "empurrar" alguns outros produtos como cremes de beleza, sabonetes que em tese nos dão a certeza de acabar com todos os germes, produtos para o cabelo e incluem aí doces, balas, bombons, água e refrigerantes, afinal ali onde havia uma lanchonete também o espaço também foi fechado.
Tempos bicudos estes que estamos vivendo...
A solidão toma conta das pessoas, as casas, os apartamentos vão ficando cada vez menores, voltamos para nossos lares somente para dormir e fazer nossa higiene pessoal, não são mais locais de salas espaçosas e cozinhas com amplos armários onde podíamos nos preparar para receber a família, sempre numerosa para o almoço de domingo ou um café gostoso numa tarde da semana. Cada um cuida de si próprio e vamos nos distanciando...
Sozinhos, a solidão nos leva a depressão que também ajuda para que males que interferem em nossa saúde se façam presente e, assim vamos aprendendo a enfrentar as dificuldades sem o abraço carinhoso e aconchegante daquele familiar que além desse ato de amor também tinha as palavras necessárias para acalmar nosso coração e acalentar nossa alma.
A vida se tornou uma tela onde tudo faz de conta e, no mostramos sorridentes e felizes nas páginas sociais, quando nosso interior chora e clama por ajuda silenciosamente...
O que mostramos nessas vitrines passa longe da nossa realidade interior e, assim vamos enfrentando as dificuldades solitários e infelizes...