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Jornal Diário de Suzano - 12/10/2021
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A Matriz de São Sebastião: ontem, hoje e sempre

04 DEZ 2015 - 07h00

carmineA Igreja é a comunidade dos cristãos, instituída por Jesus Cristo. Ela peregrina aqui na terra, encontra-se hoje, cada vez mais viva no meio do povo e viverá pela eternidade, louvando ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

A população suzanense, festeja os 75 anos da Paróquia de São Sebastião. É uma paróquia jovem, que ao mesmo tempo, guarda muita história que transborda de luz, de lutas e sacrifícios, realizados pelos padres religiosos e diocesanos, que estiveram à frente da comunidade paroquial, desde o ano de 1940. A Capela, onde os suzanenses se reuniam para as celebrações, pertencia aos irmãos Antônio e Thomé Marques Figueira, que a construíram em 1897. Os fiéis só podiam utilizá-la com a autorização deles, por se encontrar na propriedade particular dos Figueira. Em 1936, os proprietários cederam a Capela aos suzanenses. Em 1950, os Padres Oblatos, decidiram pela demolição da antiga Capelinha, para construir um novo templo. A demolição do Templo, pequeno, porém rico de vida religiosa, causou tristeza e melancolia, sobretudo aos conservadores e tradicionalistas. A lógica de sacrificar a capela, era em benefício de um novo arrojado e moderno projeto. A opção, foi ditada pela absoluta necessidade,, de oferecer um espaço maior à população que em 1950, já contava com 11.000 habitantes. A Matriz de São Sebastião, se destaca hoje, na grande Praça João Pessoa, com tamanha beleza e graça, que não há em Suzano, outra Igreja que supere a soberana arquitetura da nova construção, um motivo de orgulho por ser cartão postal da cidade. No entorno e dentro dela, infinitas são as vibrações, que encontram eco no corpo e no espírito, dos que passam ou entram no Templo sagrado.

Que seja sempre assim, com tantos olhares voltados para o alto da torre, do majestoso arco e da cruz bendita que mira e assiste o povo e a cidade inteira.

Que seja sempre assim, com tantos abraços trocados, entre os irmãos e amigos que encontramos, dentro e fora da Igreja e com tantos carinhos e cuidados, para com os andarilhos, que arriscam dormir à noite ao ar livre, perto da Igreja ou do Coreto.

Há pessoas, que passando pela Praça, assinalam a fronte com o sinal da cruz, ou curtem um descanso rápido dentro da Igreja, para fazer apenas uma oração, um pedido, um agradecimento ao Senhor ou à Virgem Maria.

A Matriz de São Sebastião, é um sólido ponto de referência para os suzanenses. Da Igreja sai e se expande em todas as direções, um fluxo continuo de amor e luz, de vida e solidariedade e de grande preocupação, em relação aos problemas da cidade. Durante anos a fio, a Matriz, foi e continua a ser a mãe educadora da população, sempre próxima do povo, que quer encontrar em todas as Igrejas e comunidades de Suzano, a força para sentir-se mais livre e serena, no respeito à vida, à justiça e à religião. São uma mancha e se envergonhem os suzanenses que andam soltos, roubando e matando, sangrando inocentes, com sede de morte e com o ódio nos olhos e no coração. Quem sabe, algum dia, a cidade acorde, para continuar a viver, sem roubos e sem crimes, sem injustiça e corrupção. Vivam e se orgulhem, pela grande história da Matriz de São Sebastião, os que viram o corpo eclesial em criação, desde o começo da caminhada paroquial. Os que vieram depois, saibam empunhar a bandeira do amor, da paz e da justiça e assim, o amor vencerá a dureza e a frieza, daqueles que sufocam a liberdade. E a Igreja, tenha a ousadia de estender seus braços, no abraço do amor sem limites.

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