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Jornal Diário de Suzano - 23/11/2017
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O ajuste fiscal, quem ganha com isso?

24 ABR 2015 - 08h00

Um dos assuntos políticos mais comentados no meio do povo é o ajuste fiscal, proposto pelo governo que adotou duas medidas provisórias, 664 e 665, que restringem a concessão de benefícios trabalhistas. Elas são apontadas como o principal motivo de desgaste da presidente neste início de segundo mandato, maior até do que as denúncias de corrupção na Petrobras, reveladas pela Operação Lava Jato. As medidas, chegaram de surpresa, pois, nada foi dito pela candidata à presidência da república Sra. Dilma, durante a campanha eleitoral, sobre o risco iminente do ajuste fiscal, que se mantido, renderia uma economia de R$ 18 bilhões ao ano para o governo, porém, às custas apenas dos trabalhadores. De fato, os beneficiados do Bolsa Família continuariam a receber o benefício e os magnatas, aliados ao governo, que ocupam Ministérios, alguns dos quais instituídos para favorecer os partidos da coalizão, continuariam com seus exorbitantes ganhos, gastos e investimentos. O povo voltou pela segunda vez na ruas e voltará para mostrar que não há tanta necessidade de ter 39 Ministérios (o Brasil é o 3º País do mundo a ter tamanha quantidade e cargos ministeriais, superado pelos Estados Unidos e pela China). Os protestos acontecidos vieram da classe média e são sinônimos de uma nova consciência política. O povo acordou com sede de justiça e quer participar mais conscientemente e diretamente da política, para conhecer as decisões políticas do governo. A Presidente vem carregando os piores índices de aprovação desde que assumiu o 2º mandato. De fato, 65% dos eleitores consideram o governo ruim ou péssimo, contra apenas 11% que avaliam a administração como ótima ou boa. Conforme os dados divulgados pelos jornais, parece que há uma certa disposição de recuar e mudar as medidas que integram o ajuste fiscal. Nas páginas inteiras dos jornais, em todos os canais e por todos os lados, nos agridem as más notícias sobre a economia brasileira. Trocam-se acusações sobre os escândalos na Petrobras, que afetam também o governo, deixando-o ainda mais desgastado e refém, como estamos vendo do PMDB e dos políticos acusados de corrupção, dispostos com as delações premiadas a fazer ainda mais duras revelações. Subiram os preços da Energia Elétrica, da Gasolina, a vida ficou mais cara, o mercado mais agitado e eis que nas casas dos brasileiros treme o já tão frágil sossego familiar e na sociedade a democracia pede socorro. Ela é ainda um bebê e nada impedirá que o amanhã seja melhor, com uma democracia mais adulta e amadurecida, para chegar a um Brasil sem corrupção, sem desigualdades sociais e sem oligarquias em nível nacional e local. O povo brasileiro quer reconhecer, no hoje e no futuro, o rosto de um Brasil novo, recheado de justiça, liberdade, beleza e riqueza. Democracia e justiça, favorecem o verdadeiro progresso na Terra de Santa Cruz. Sem justiça social, teremos uma aparente democracia que mais do que encantar, deixa o povo reprimido e explorado.

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