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Jornal Diário de Suzano - 17/08/2019
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COLUNA

Eduardo Caldas

Foi candidato a prefeito em Suzano em 2004. É professor de Gestão Políticas Públicas na USP

O simples ato de lavar as mãos

23 JAN 2019 - 22h59
Até hoje, toda vez que entro na casa da minha mãe ela pergunta: lavou as mãos? E de tanto ser perguntado, lavar as mãos tornou-se um hábito.
Parece preocupação excessiva de mãe, mas lavar as mãos previne doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "as mãos podem ser veículos de contaminação e disseminação de doenças como gripe, hepatite A, doenças de pele, bactérias resistentes, dentre outras". 
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou por meio de estudos que 41% das mortes de recém-nascidos podem ser evitadas pelo simples ato de lavar as mãos.
Lavar as mãos, portanto, é um ato simples e eficaz na prevenção de doenças. A recomendação é que se lave as mãos antes e após o preparo de alimentos, antes de comer, antes e após cuidar de algum machucado, antes e depois de entrar em contato com pessoas doentes, e depois de usar o banheiro. Para o cidadão comum, lavar as mãos previne doenças e infecções; para os profissionais da saúde, lavar as mãos promove a segurança dos usuários dos serviços de saúde.
Como lavar as mãos? Apesar de simples, não é exagero descrever um adequado método de lavagem das mãos. Inicialmente, recomenda-se lavar as mãos com água e sabão. Primeiro as palmas, depois o dorso, os espaços entre os dedos, o dorso dos dedos e articulações, os polegares, as unhas, as extremidades dos dedos e finalmente os punhos.
Na história da medicina, aliás, lavar as mãos nem sempre foi um ato corriqueiro. Em 1844, o médico húngaro Ignac Semmelweis (1818-1865), encarregado de fazer autópsias e também auxiliar parturientes em uma clínica com elevada mortalidade materna, suspeitou que as mortes estivessem associadas à contaminação por microrganismos dos cadáveres. Testou sua suspeita e comprovou-a experimentalmente. Então, para reduzir a mortandade, propôs a lavagem das mãos aos médicos, o que se mostrou eficaz. Apesar da eficácia, Ignac Semmelweis foi duramente hostilizado e punido pela ortodoxia médica de plantão. Ainda em vida, os esforços de Ignac Semmelweis foram reconhecidos. Aos poucos, lavar as mãos tornou-se prática comum entre os profissionais da saúde.
Desde 2008, Ano Internacional do Saneamento, lavar as mãos ganhou reconhecimento da Organização Mundial da Saúde e o dia 15 de outubro tornou-se o Dia Mundial de Lavar as Mãos.
Atualmente, o ato de lavar as mãos, apesar de simples, não está ao alcance de todos, seja pela ausência de sabão (que pode ser caseiro ou artesanal), seja pela ausência ou insalubridade da água disponível, seja pela falta de informação.
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