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Jornal Diário de Suzano - 02/04/2026
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Coluna

Democracia

01 outubro 2022 - 05h00


Viver é aprender. Temos muito, sempre, a aprender. Estava lendo sobre os nossos tempos. Os efeitos do La Niña já estão nos afetando. E virão mais. Até Dezembro estaremos sob as consequências do esfriamento das águas do Oceano Pacífico. Essa friagem vem pelo Norte da América do Sul, atinge o nosso Noroeste, Centro-Oeste e chega ao Sudeste e Sul. Teremos bastante chuva, e friozinhos por toda a Primavera. Até o Verão. Será que também contribuímos mesmo para tudo isso? É o que dizem os cientistas. Temos de ter mais visão do que fazemos, até, que aparentemente, contra nós mesmos.
Daqui a pouco estaremos decidindo sobre o poder em nosso País. Escolhas políticas, mas que afetam o nosso ser, a, natureza, o nosso estar. Temos de atentar para a nossa Democracia. O que é mesmo isso? Como ela nos vem. Como vivenciamos ela.
Essa tal de Democracia é coisa bem antiga, lá da época da Antiguidade. Vincula-se ao Povo, a como o seu poder é exercido. É uma forma de permitir que o povo estabeleça as condições no seu governo. Quando o povo escolhe os seus representantes. Por que representantes? Porque fazer Democracia Direta, quando o povo governa ele mesmo, fica muito difícil com milhões de pessoas no poder. O Tito, que foi governante da Iugoslávia, na época da União Soviética, tentou estabelecer isso. Em situações minúsculas era mais acessível. Na direção de uma fábrica, conseguiam algo. Numa Cidade já não dava.
Assim, fica mesmo bem mais fácil o governo pela Democracia Indireta, quando escolhemos os poucos representantes nossos. É o que se exibe como necessário, nas condições que temos, que nos são possibilitadas. Os candidatos se oferecem, escolhemos alguns deles, que vão tomar atitudes em nosso nome, em nosso favor São eles que vão estabelecer as regras, as normas, as Leis, para que tudo ocorra. 
Mas nessa forma de Democracia Representativa a coisa também se complica. Nossos representantes acabam muitas vezes, "esquecendo" que eles representam a nós, o povo. E decidem coisa em seu favor pessoal. Estabelecem regras que legalizam o ilegal, o imoral. Por isso, periodicamente, devemos escolher novamente, se não fizeram o correto, troquemos os "representantes". A Lei Maior, a Carta Magna, a Constituição, diz que todas as regras legais estabelecidas devem ser públicas, não pode haver "regras secretas", por exemplo. Infelizmente, muitos de nós, nem lembramos desse nosso "dever" de escolher o bom, o melhor.
Verdade! Precisamos fazer as melhores escolhas. Somos os responsáveis por nossas opções, também pelas nossas falhas, pelos erros de quem escolhemos. 
Sabemos que os seres humanos tropeçam, caem, nem sempre se erguem de modo correto, de modo digno. Então, nenhum dos nossos propósitos está definitivamente terminado em sua realização. O que pode nos levar a ter de modificar escolhas anteriores.
Não são só sonhos. Queremos construir a nossa Democracia. E que ela frutifique. E se reproduza. E se amplie. Que saibamos escolher os que vão nos representar.