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Jornal Diário de Suzano - 17/10/2021
COLUNA

Sueli Barão

É evangélica, professora escreve aos domingos

É do jeito de Deus

19 SET 2021 - 05h00


"Queremos água", gritava o povo sob o calor escaldante do deserto. Houve um início de motim. E, dirigindo-se a Moisés impiedosamente, eles bravejaram: "Por que nos tiraste do Egito? Para nos matar de sede a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos?" (Êxodo 17:3) Moisés fez, então, o que sempre costumava fazer: dirigiu-se ao Senhor, contando-lhe tudo; inclusive, que o povo amotinado estava prestes a apedrejá-lo. Isso aconteceu no deserto, num lugar denominado Refidim, onde os israelitas tinham acampado. Faltou água para o povo - seriam aproximadamente dois milhões de pessoas. E ainda havia o gado que o povo arrastava sob o calor escaldante do deserto. Não era uma situação confortável. O que você faz nos momentos de dificuldade? Fica desesperado? Fica reclamando? Entrega-se ao desânimo? Busca a solução em Deus? Deus ouviu o clamor de seu servo, Moisés. Ordenou-lhe que passasse adiante em companhia de alguns anciãos, que seriam testemunhas do que estava para acontecer, e que batesse com a vara numa rocha em Horebe, de onde a água então jorraria. Foi o milagre da água, como já acontecia diariamente o milagre do maná e continuou acontecendo durante 40 anos. Quando uma situação parece por demais difícil, dizemos que "precisamos tirar água de pedra". Moisés fez isso, literalmente, pelo poder de Deus. Mas por pouco não morreu.
Assim como Moisés, nesse mundo estamos sujeitos a muitos contratempos. Gente impermeável aos bons sentimentos procurará muitas vezes nos encurralar; colocar-nos diante de situações difíceis. Como aquele povo fez com Moisés. Todavia, os justos vão adiante, porque são de luta. Furam a onda. Rompem todas as resistências. Vencem as incompreensões. Por que eles têm tanta garra? Porque os seus olhos estão postos em Deus. Esperam soluções do céu. Fazem como fez Moisés em tantos momentos de aperto: clamam ao Senhor. Dessa forma, acontecem milagres. Como aquele no deserto: até de uma rocha pode sair água. Mas cabe aqui uma importante reflexão. Não basta colocar os olhos em Deus apenas em momentos de dificuldades extremas. Os nossos olhos devem permanecer continuamente voltados para Ele. Toda distração, todo cansaço com determinada situação, pode-nos levar à derrota. Como vimos, em Refidim Deus proveu água para o povo de forma inusitada. No deserto de Zim, em Cades, houve novamente falta de água, e o povo não parava de reclamar. Embora os textos se assemelhem, parece tratar-se de duas ocasiões diferentes. O texto de Números 20 relata que Moisés e Arão buscaram a Deus, que lhes deu as orientações sobre como tudo deveria ser feito para que houvesse água. Todavia, Moisés foi duro nas palavras, chamando o povo de rebelde e falando com o povo como se fossem eles; no caso, Moisés e Arão, que fariam sair água da rocha. Levantando a mão, Moisés bateu na rocha duas vezes com o bastão, e saiu muita água. Logo veio uma sentença dura para os dois líderes: "Vocês não tiveram fé suficiente para fazer com que o povo de Israel reconhecesse o meu santo poder e, por isso, vocês não vão levá-los para a terra que prometi dar a eles". Deus disse para que Moisés e Arão falassem à rocha, e não para que batessem nela. (Números 20:1-13) Essa é uma lição para todos nós - "É do jeito de Deus". Não é como achamos que deve ser. Os chamados "saudosistas" irritaram tanto Moisés que o levaram a pecar e a pagar um alto preço por isso. Falar à rocha significaria obedecer e depender totalmente de Deus; por outro lado, bater na rocha foi um sinal de rebeldia e autossuficiência. O poder não pertencia a Moisés; mas sim a Deus. Do ponto de vista humano, seria até compreensível a ação de Moisés, tendo em vista o estresse pelo qual havia passado. E foram muitos! Do ponto de vista de Deus não foi compreensível. Quanto a nós, como agimos, quando pessoas ou situações nos estressam sobremaneira? Estejamos sempre vigilantes para não pagarmos um preço alto por um momento de insensatez. 
 

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