O Brasil tem uma produção de resíduos sólidos por habitante por ano semelhante à de países desenvolvidos, mas ainda tem um padrão de descarte equivalente ao dos países pobres, com envio para lixões a céu aberto e pouca reciclagem. É o que mostra uma análise feita pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) por ocasião dos seis anos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, comemorados no começo do mês.
A destinação final é um dos pontos importantes. Suzano vem tentando se estruturar à medida em que fortalece a logística para recolher os resíduos das casas.
Nesta semana, o DS publicou reportagem mostrando que a empresa responsável pela coleta de lixo e limpeza urbana em Suzano, a Pioneira Saneamento, apresentou dez novos veículos que serão utilizados para prestar serviços em toda a cidade.
O ato ocorreu no Largo da Feira, na região central.
Os dez caminhões coletores e compactadores substituirão os que operam no município e estão com alta quilometragem. São seis veículos com capacidade de carregar até 14 toneladas e outros quatro que podem levar até nove toneladas.
Segundo a direção da Pioneira, a vantagem com a aquisição é o aumento da capacidade operacional, que permitirá mais moradores serem atendidos em uma mesma viagem antes de ser necessário o esvaziamento do caminhão na estação de transbordo, localizada na estrada Fazenda Viaduto, no bairro Chácaras Reunidas Guaió.
Com isso, o trabalho de coleta e direcionamento dos resíduos domésticos poderá ser realizado de forma mais rápida e eficiente, economizando tempo, combustível e melhorando o trabalho das equipes, sem necessitar alterar os cronogramas e itinerários.
O investimento da empresa ultrapassa R$ 3 milhões.
A renovação da frota em 100%, que ocorre pela primeira vez na cidade, vai permitir que o trabalho seja feito 24 horas por dia e possibilitar que a cidade fique mais bonita, segundo informações da Prefeitura.
A situação da coleta de lixo é um dos problemas nacionais.
Só para se ter uma idéia, em todo o Brasil são produzidos, em média, 387 quilos de resíduos por habitante por ano, quantidade similar à de países como Croácia (também 387), Hungria (385) e maior que a de nações como México (360), Japão (354) ou Coreia do Sul (358). Mas só destina corretamente pouco mais da metade do que coleta (58%), enquanto esses países trabalham com taxas mínimas de 96%. Em termos de destinação do lixo, o Brasil está mais parecido com a Nigéria (apenas 40% vai para o local adequado).
As cidades vêm tentando manter a coleta de forma a não acumular tantos resíduos, mas para isso são precisos projetos, como, por exemplo, de coleta seletiva.
Suzano, ao se equipar, dá um importante passo.