A doença renal crônica consiste em lesão renal e perda progressiva e irreversível da função dos rins.
Em sua fase mais avançada (chamada de fase terminal de insuficiência renal crônica-IRC), os rins não conseguem mais manter a normalidade do meio interno do paciente.
As informações são de médicos que falam da importância da divulgação e orientação sobre a doença.
Na edição de ontem, o DS divulgou uma iniciativa importante, realizada em Suzano, para orientar as pessoas.
Foi realizada a 1ª Caminhada de prevenção da doença renal, promovida pela Associação de Renais Crônicos do Alto Tietê (Arcat).
A passeata teve como objetivo alertar a população sobre os riscos da doença e enfatizar o déficit financeiro que os institutos de nefrologia de Suzano e Mogi das Cruzes vem enfrentando pela falta de repasse do governo federal aos setores de hemodiálise.
Durante a caminhada foi discutida a importância do repasse correto para as clínicas que, sem a verba, ficam limitadas ao atendimento de novos pacientes.
Médicos afirmam que a detecção precoce da doença renal e condutas terapêuticas apropriadas para o retardamento de sua progressão pode reduzir o sofrimento dos pacientes e os custos financeiros.
Como as duas principais causas de insuficiência renal crônica são a hipertensão arterial e o diabetes mellitus, são os médicos clínicos gerais que trabalham na área de atenção básica à saúde que cuidam destes pacientes. Ao mesmo tempo, os portadores de disfunção renal leve apresentam quase sempre evolução progressiva, insidiosa e assintomática, dificultando o diagnóstico precoce da disfunção renal. Assim, a capacitação, a conscientização e vigilância do médico de cuidados primários à saúde são essenciais para o diagnóstico e encaminhamento precoce ao nefrologista e a instituição de diretrizes apropriadas para retardar a progressão da doença renal.
Daí a importante que os repasses sejam atualizados para que os pacientes mantenham o tratametno nas sessões de hemodiálise.
O problema é que muitos institutos não estão dando conta de cobrir o déficit financeiro para atendimento.
De acordo com os dados divulgados pela Arcat, na reportagem que o DS publicou ontem, o custo de uma sessão de hemodiálise nos institutos é aproximadamente R$ 270. Porém, a clínica recebe somente R$ 194 do governo federal, gerando um déficit de R$ 76 por sessão.
Cada paciente com doença crônica renal precisa fazer a sessão mais de uma vez por semana.
É importante que esse trabalho e toda essa reivindicação seja ouvida para que as autoridades consigam garantir o atendimento adequado aos pacientes.