É sempre importante preservar a história. Em Suzano, o início deste processo começa com o projeto de revitalização do bairro do Baruel.
A igreja do bairro é um monumento histórico e de grande relevância para Suzano. Marca o início do povoamento do município e a chegada dos bandeirantes na região, por volta do Século XVIII, além de estar relacionada aos índios que antigamente a utilizavam como casa de reza.
Nesta semana, o DS trouxe reportagem mostrando que durante a 102ª Festa do Baruel, realizada no último fim de semana, o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) anunciou que o projeto de revitalização do bairro, um dos principais pontos históricos de Suzano, que fica às margens da rodovia Índio Tibiriçá (SP-31), altura do quilômetro 60, no distrito de Palmeiras, passará por revitalização a partir de 15 de outubro (segunda-feira). O objetivo da administração municipal é executar melhorias na infraestrutura dessa área e torná-la um polo turístico.
O projeto será executado em duas fases pelas Secretarias de Planejamento Urbano e Habitação, de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e de Cultura. A primeira etapa consiste na requalificação da parte física em frente à Igreja do Baruel, localizada na Praça Ernestina Maria de Jesus Bianchi.
Essa parte de Suzano, se confunde com a história. Segundo os historiadores, coube ao jesuíta Francisco Baruel, em sua árdua missão de catequizar os índios da região, fixar-se nas terras, que hoje constituem o município e fundar o povoado que ocupa lugar de destaque dentro do nosso Estado. Mas muitas coisas aconteceram desde aqueles dias, que marcaram o início da história do município.
Os primeiros registros datam de 1874 ou 1875, quando foram implantados os trilhos da Estrada de Ferro São Paulo - Rio cortando os Campos de Mirambava e levando indícios de civilização à região, transformando-a e despertando o interesse de muitos aventureiros, que buscavam novas terras. Alguns anos mais tarde, em 1879, no desempenho de suas funções, Antônio Marques Figueira, feitor da Estrada de Ferro, estabeleceu-se na região. Foi em 1885, no dia 22 de maio, que definitivamente radicado no local, construiu a primeira casa. Nesse mesmo ano chegou o seu irmão Thomé Marques Figueira, que prestou valiosa contribuição para a implantação do povoado. Em 1890, os dois irmãos mandaram elaborar a planta da cidade, trabalho executado pelo Conde Romariz.
Ou seja, a história é realmente riquíssima. Cheia de detalhes. Por isso deve ser preservada e mantida.