O combate às fake news é um desafio imenso, que requer a ajuda de todos: dos órgãos governamentais e, sobretudo, da própria população.
Os prejuízos das notícias falsas são imensos, ao ponto de ter a possilibilidade de “mudar histórias” e derrubar reputações.
Na edição de ontem, o DS trouxe reportagem mostrando que as prefeituras do Alto Tietê têm desenvolvido métodos para combater boatos na internet sobre assuntos da cidade.
É um trabalho difícil, mas que precisa ser iniciado para impedir a proliferação das fake news.
De acordo com a reportagtem do DS, entre as principais atividades estão o monitoramento de páginas nas redes sociais, o esclarecimento direto de dúvidas dos usuários e o posicionamento público por meio de páginas oficiais e na imprensa.
Os exemplos mais recentes de fake news na região foram demonstrados pela disseminação de informações falsas sobre a febre amarela, o que causou tumulto no início do ano, e a atualização dos cadastros de imóveis para a cobrança do IPTU, em Mogi das Cruzes, entre outros episódios.
Para combater as mentiras que eventualmente surgem, a prefeitura mogiana monitora páginas, grupos e perfis de usuários com histórico de publicações e notícias inverídicas.
Em junho, a prefeitura desmentiu no Facebook um vídeo sobre o descarte irregular de entulhos em Taiaçupeba. De acordo com a postagem oficial, na verdade, o veículo municipal deixava pedaços de madeira a um morador que pediu a doação para fogueira de festa junina.
Já em Suzano, a secretaria de Comunicação Pública criou uma rotina diária de monitoramento e checagens de informações nas redes, a fim de esclarecer dúvidas dos usuários de maneira rápida e prática, assim evitando que os questionamentos evoluam à disseminação de fake news sobre o assunto. A pasta ainda dispõe do registro de todos os comentários em arquivos, que, semanalmente, são destinados à Ouvidoria- órgão vinculado à Controladoria Geral do Município.
Em Poá, as ações de comunicação são reforçadas por meio de estratégias que minimizem os prejuízos do compartilhamento de informações equivocadas acerca dos órgãos e departamentos do Executivo, além do monitoramento nas redes sociais, portais e veículos de comunicação, assim dando margem para intervenções jurídicas, caso necessário.
Nesta semana, diante da profusão de notícias falsas na internet envolvendo as eleições, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, convocou uma coletiva de imprensa, na qual falou sobre as ações da Corte em torno do tema. A ministra negou que tenha havido falha no combate às fake news, ressaltou que a velocidade no compartilhamento de informações dificulta o seu controle e que "ainda não descobriu o milagre" para evitar o problema.
É importante que as notícias falsas continuem sendo combatidas. É verdade que ainda não existe uma solução pronta e eficaz, de fato. Mas é preciso continuar combatendo as mentiras.