Entrevista Francisco Claret Silva
Chiquinho
Quando saiu de Minas Gerais imaginava trilhar uma carreira de sucesso como cantor e compositor? Francisco Claret Silva – Chiquinho – Quando vim de Minas Gerais, eu tinha apenas 10 anos de idade. Assim que meu pai faleceu minha mãe resolveu vir para Suzano onde já tinha dois irmãos que moravam aqui. A única coisa que eu conseguia imaginar naquela época era como fazer para conseguir um prato de comida. A música em minha vida surgiu aos 13 anos de vida, onde comecei a participar dos primeiros festivais estudantis e foi na Escola Raul Brasil, no Jardim Imperador, em 1976.
Você e sua irmã Teresa são meio Sandy & Junior. Um não consegue viver sem o outro? Chiquinho – Eu me sinto um pouco responsável por encaminhá-la para o caminho da música. Aos nove anos de idade ela já cantava em algumas festinhas. Eu morava no Jardim Imperador na década de 70, e todos os anos no Dia das Mães, eu convidava o bairro inteiro, e na garagem da minha casa eu colocava uma cortina, e enchia de cadeiras para as mães sentarem e ali improvisava um show. Na época os Secos & Molhados era o maior sucesso, e eu surgia por trás das cortinas com a cara pintada e aquelas roupas malucas de Ney Matogrosso, era um arraso (risos). No começo na escola, eu tirava nota zero todo semestre em música, pois tinha que me apresentar no palco e eu era totalmente matuto e dizia para professora que não sabia fazer nada, até que uma menina da escola me viu tocando um violão as escondidas e contou para professora. Fiquei uma semana sem ir na escola de vergonha. Depois virou Brasil. Agora vamos a parte séria da pergunta: Eu sou tão fã da Teresa, que não consigo abandonar a carreira, pois tenho medo dela parar também. Sua voz e seu domínio de palco são muito sérios e profissionais. É um talento raríssimo. Como seria o Chiquinho sem a Teresa? Chiquinho – Talvez existiria só o Chiquinho compositor, pois não me considero um cantor. Junto com a Teresa a gente se completa. Ela é a grande intérprete das minhas músicas, vários prêmios em festivais e muitos prêmios de melhor cantora. Devo tudo a ela. Amoooooooo.Sente saudades dos grandes festivais de música? Chiquinho – Não tem como dizer não. Foi através dos festivais que aprimorei minha escrita, a forma de compor e fazer arranjos já imaginando que alguém iria julgar o meu trabalho. As farras durante a viagem com muita música dentro do ônibus e uma reunião de amigos com 40 pessoas na viagem, prontos para torcer por mim. Foram vários prêmios de melhor torcida. Tínhamos um Grito de Guerra que era assim: Suzano tá ai? Viramos até entrevista da Globo de Minas pela animação.
Hoje
Petra Geggus, Osni Vicentini, Cid Cury, Juliana Paiva Claudino, Gabriel José Rangel, Sérgio Luiz Fernandes de Lima, Marina Bianchi, Hélio Furuuti, Edna da Costa e Silvana Moreno de Moraes.
Amanhã
Airton Ramos, Mércia Manrique, Fernanda Cristina Sobral Mello,Cristina Schwarz, Corina Célia de Andrade Minhoto, Anderson Clayton, Aleixa Toste e Jéssica Gomes Silveira.