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Nacional

Flávio diz que foi intimado pela PF a entregar passaporte

Senador derrotado diz também que está proibido de deixar o país

26 outubro 2026 - 17h46 Por Reportagem Local

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado neste domingo (25), publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (26) afirmando que a Polícia Federal o intimou a entregar seu passaporte e que está proibido de deixar o país.

Segundo ele, a PF cumpriu uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, segundo ele, com base em uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), que afirmou que o senador deveria deixar o país caso saísse derrotado das eleições. “Eu nunca falei isso, isso é motivo para tirar meu passaporte?”, perguntou em seu vídeo.

De acordo com o senador, ele foi intimado pela PF quando deixava a casa do pai, nesta segunda, em Brasília.
Flávio afirmou ainda que nunca pensou em sair do país e que irá entregar seus passaportes. Em uma nota divulgada por sua assessoria de imprensa diz que a decisão deverá ser cumprida em até 24 horas.

A decisão está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador em suas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF. 

Na semana passada, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets.

Conforme a apuração preliminar da Polícia Federal, Flávio seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, uma empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e que também é investigada pela PF. 

Irmão nos Estados Unidos

Segundo Flávio, a decisão de Moraes está baseada em uma fala de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, apesar de constar contra ele um mandado de prisão em aberto no Brasil. Na declaração, dita na semana passada, o deputado federal cassado defendeu que Flávio deveria deixar o Brasil se perdesse a eleição.

O senador questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de impedi-lo de viajar. "Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição. Se eu tivesse ganhado as eleições, iria acontecer a mesma coisa?", indagou.

Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos de prisão por articular sanções contra autoridades brasileiras e o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações do país, em uma tentativa de evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.