A Polícia Civil de Mogi das Cruzes cumpriu, na manhã desta quinta-feira (1°), oito mandados de busca e apreensão de bens de uma quadrilha especializada em um esquema de pirâmide financeira e lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Mogi e Arujá.
As investigações - realizadas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Mogi reuniram diversos indícios e provas que revelam a atuação da quadrilha. Usando o esquema "Ponzi" de pirâmide financeira, os criminosos fazem ampla divulgação nas mídias sociais para conquistar clientes para perderem dinheiro na plataforma.
Para chamar a atenção das vítimas, os criminosos ostentam veículos de luxo, viagens internacionais e residências de alto padrão. Quando as vítimas entram no esquema, os investigados vendem uma ferramenta denominada "robô de operações Starkbot" que, segundo a Polícia Civil, é uma aplicação de inteligência artificial sediada no exterior que realiza operações no mercado financeiro, executando ações automatizadas dentro de uma corretora de opções binárias.
A quadrilha convence as vítimas com promessas de "superação" e "enriquecimento rápido" e as trazem para essa plataforma, fazendo com que adquiram seus robôs. Na aplicação, pessoas de todo o país acabam sendo lesadas financeiramente.
A investigação descobriu que as operações realizadas nesta plataforma são um esquema de apostas binárias, com índices inexistentes, denominados como "sintéticos". Ou seja, sem qualquer relação com o mercado financeiro. Essas apostas, estatisticamente, levam as vítimas a perderem o dinheiro que depositam na plataforma.
A Justiça determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis, bem como a apreensão de joias, valores e bens de alto valor. Vários veículos de luxo foram apreendidos, bem como dispositivos digitais que possibilitarão a Polícia a esclarecer totalmente a atuação da quadrilha.
A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados porque a investigação corre em segredo de justiça.