quinta-feira 01 de outubro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Polícia

Polícia Civil investiga situação análoga à escravidão em restaurante de Mogi

Restaurante foi interditado após denúncias de intoxicação alimentar

07 outubro 2025 - 11h55 Por Da Reportagem Local

A Polícia Civil de Mogi das Cruzes está investigando possíveis crimes trabalhistas e condições análogas à escravidão no restaurante, localizado no Jardim Aracy, que foi interditado após denúncias de intoxicação alimentar e más condições de alojamento de funcionários.

O restaurante, inaugurado na última quinta-feira (2), foi interditado pela Guarda Civil Municipal e equipes da Vigilância Sanitária no sábado (4). Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a ação ocorreu após o recebimento de informações de que cerca de 800 funcionários do estabelecimento teriam apresentado sintomas de intoxicação.

A Polícia Civil foi acionada e determinou a preservação dos locais para perícia. O gerente do restaurante e três funcionários foram levados à delegacia para prestar depoimento. O caso foi registrado pela Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes.

Relembre o caso

A Vigilância Sanitária de Mogi das Cruzes interditou no último sábado (4) um restaurante localizado no bairro Jardim Aracy após relatos de intoxicação alimentar. Segundo a Secretaria de Saúde e Bem Estar, pelo menos 30 pessoas foram atendidas nas unidades de saúde públicas e particulares da cidade.

Os pacientes, com sintomas de diarreia, náuseas, vômito e gastroenterite infecciosa, procuraram a Unidade de Pronto Atendimento (Upa) do Rodeio, Pronto Atendimento do Jardim Universo e em um hospital particular da cidade. A pasta explica que os casos estão diretamente relacionados a funcionários e clientes que estiveram no final de semana.

O Restaurante de Fazenda Mogi das Cruzes, inaugurado na última quinta-feira (2), publicou uma nota por meio das redes sociais informando que a suspensão temporária das atividades decorre de um mal-entendido externo, alheio à operação do restaurante. Eles reforçaram que estão tomando as providências para esclarecer os fatos junto às autoridades competentes e que não há problemas com os alimentos ou serviços oferecidos.

Vigilância Sanitária

Ainda segundo a Secretaria de Saúde e Bem Estar, no restaurante foram constatados diversos itens em desacordo com o Código da Vigilância Sanitária e as boas práticas de manipulação de alimentos. Além disso, parte dos trabalhadores diagnosticados com intoxicação alimentar estavam manipulando os alimentos que seriam servidos aos clientes do estabelecimento, causando grave risco à saúde pública.

“A Vigilância Sanitária trabalha sempre pautada no princípio da precaução, conforme previsto nos artigos 4°, 5° e 6° Lei Complementar Municipal n°98 de 2013 - Código Sanitário do Município. Ou seja, é nossa responsabilidade garantir a proteção contra riscos potenciais e que possam causar danos sérios e até mesmo irreversíveis à vida e à saúde das pessoas” explicou o diretor de Vigilância em Saúde, Jefferson Leite.

Leia Também