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Polícia

Quatro em cada dez mortes no trânsito são de motociclistas

Homens entre 20 e 29 anos são as principais vítimas; Detran-SP faz campanha de conscientização com inserção regionalizada em Suzano

12 outubro 2025 - 05h00 Por Laura Barcelos - da Reportagem Local

Os motociclistas representaram 41,17% das vítimas fatais no trânsito do Alto Tietê, entre janeiro e agosto deste ano. Segundo o Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, de 119 óbitos no trânsito, 49 são de motociclistas.

Nas mortes por meio de transporte da vítima e ocorrência, os motociclistas formam maioria, seguida por pedestres (26,89); automóvel (23,52%); bicicleta (5,04%); caminhão (0,84%); e outros (2,52%).

Ainda segundo os dados do Infosiga, com 23 mortes no período analisado, os homens entre 20 e 29 anos são as principais vítimas.

Com 61,11%, Suzano se destaca nos óbitos de motociclistas no trânsito, seguida por Biritiba Mirim (45,45%); Arujá (44,44%); Mogi das Cruzes (40,62%); Poá (40%); Itaquaquecetuba (38%); Ferraz de Vasconcelos (33,33%); Santa Isabel (33,33%); Guararema (25%); e Salesópolis (25%).

Campanha Detran-SP

Em resposta aos crescentes números de mortes de motociclistas no trânsito, o Detran-SP lançou nesta quarta-feira (1), a campanha “Não corra. A velocidade não perdoa”, focada em mudança de comportamento para reduzir os óbitos.

A campanha foi desenvolvida em parceria com a Iniciativa Bloomberg para a Segurança Viária Global (BIGRS), com apoio técnico da Vital Strategies. O filme principal, spots de rádio e anúncios foram construídos a partir de uma metodologia baseada em dados, que incluiu consultas ao público-alvo para garantir sua máxima efetividade. A peça para TV é protagonizada por Bruno Santos, um motociclista que sobreviveu a um sinistro. “Você está tendo a chance de aprender isso neste vídeo. Eu aprendi aqui, nesta rua", diz ele de sua cadeira de rodas.

“Os dados mostram que precisamos agir. Esta campanha não é apenas para informar, é para provocar uma mudança real de comportamento, mostrando que a escolha de acelerar tem consequências irreversíveis”, diz Roberta Mantovani, diretora de Segurança Viária do Detran-SP.

Segundo o departamento, para construir uma narrativa efetiva, a estratégia incluiu testes de mensagem com o público-alvo. Os resultados mostraram que, embora os motociclistas conheçam os riscos, eles são pressionados pelas necessidades financeiras, de trabalho e, inclusive, são atraídos pela adrenalina. A campanha busca desconstruir essa ideia, focando nas abordagens de maior impacto: o sentimento de culpa por ferir outra pessoa e a dor causada à família. O formato de depoimento real foi o que se provou mais relevante e eficaz.

A campanha “Não corra. A velocidade não perdoa” circulará em TV, rádio, mídias digitais e mobiliário urbano, com inserções regionalizadas em Suzano, São Paulo, Campinas, São Bernardo do Campo, Taboão da Serra, Osasco, Santo André, Guarulhos e Franco da Rocha. Ao final, uma avaliação de impacto medirá a mudança de atitude e comportamento do público, consolidando um projeto que une dados, estratégia e comunicação para salvar vidas.

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