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Justiça

Homem é condenado a 30 anos por matar ex de companheira em Poá

Renato Vitor da Silva foi morto a tiros em janeiro de 2025; Everton Ricardo da Silva Candido foi condenado por homicídio com três qualificadoras

21 outubro 2026 - 11h19 Por Yasmin Torres - da Reportagem local

Everton Ricardo da Silva Candido foi condenado a 30 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato de Renato Vitor da Silva, em Poá. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (19), após o réu ser considerado culpado por homicídio com três qualificadoras:  "motivo torpe", "meio cruel" e "recurso que dificultou a defesa da vítima".

O crime ocorreu na madrugada de 23 de janeiro de 2025, na Vila Acarati. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Renato caminhava pela Rua Clemente Cunha Ferreira quando foi abordado por Everton, que estava armado e o conduziu até uma área de vegetação, onde um comparsa não identificado o aguardava.

De acordo com a acusação, a vítima foi atingida por cinco disparos de arma de fogo e morreu no local. Imagens de câmeras de segurança registraram a abordagem e os tiros.

A motivação do crime, conforme sustentado pelo Ministério Público, estaria relacionada a desentendimentos entre Renato e a companheira de Everton, com quem a vítima havia se relacionado anteriormente. A acusação também apontou que Renato implorou pela própria vida após o primeiro disparo, mas foi atingido novamente.

As investigações foram conduzidas pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), que identificou Everton como autor do crime. O suspeito, conhecido pelo apelido de “Tom”, teve a prisão temporária e mandados de busca domiciliar autorizados pela Justiça durante a investigação.

Na sessão do júri, a Promotoria sustentou as qualificadoras do homicídio. Ao estabelecer a pena, a juíza Erika Dalaruvera de Moraes Almeida considerou a frieza e a periculosidade do réu, além de seus antecedentes criminais e do fato de ele já estar cumprindo pena quando cometeu o assassinato.

A acusação foi apresentada pelo promotor Rodrigo Coury Souza Meirelles na denúncia e sustentada em plenário pelo também promotor Danilo Rodrigues Santana.