A Justiça iniciou, nesta quinta-feira (15), o julgamento de Diego da Silva Leite, de 34 anos, conhecido como “Dentadura”, apontado como um dos autores do assassinato de Everaldo Danilo da Cruz, ocorrido em setembro de 2019 na área rural de Mogi das Cruzes.
O júri iniciou às 10 horas no Fórum Criminal de Braz Cubas, em Mogi. Em caso de condenação, a pena de Diego pode passar de 20 anos de prisão. Ele foi denunciado por homicídio duplamente qualificado (por meio cruel com uso de fogo e utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação de cadáver e dano qualificado.
Diego é apontado como executor do crime. Ele foi preso por policiais do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes no dia 7 de junho de 2021. Segundo as investigações, foi ele quem ateou fogo na vítima ainda viva e no carro dela. Everaldo foi encontrado morto às margens da Estrada Margarida Watanabe, no bairro Pindorama, em Mogi. O corpo dele estava parcialmente carbonizado e só pôde ser reconhecido por meio de exame de DNA.
O carro em que ele estava foi encontrado na região da Quinta Divisão, em Suzano. Já Diego, foi preso na Vila Ipelândia, também em Suzano, quase dois anos após cometer o crime.
De acordo com a Polícia Civil, o tráfico de drogas na região do Sapopemba, bairro da Zona Leste de São Paulo, e desavenças por conta de venda de adubo de um terreno, teriam motivado o crime.
O exame realizado pelo Instituto Médico Legal constatou que Everaldo foi assassinado com requintes de crueldade extrema, sendo carbonizado vivo. A Polícia acredita que pelo menos uma segunda pessoa esteja envolvida no crime. Ela ainda não foi encontrada.
O DS não conseguiu contato com a defesa de Diego da Silva Leite, mas publicará a versão dela caso haja uma manifestação.