A Prefeitura de Poá reunirá técnicos das pastas de Segurança, Obras e Serviços Urbanos para traçar ações a serem adotadas na Vila Amélia, especialmente em um terreno público utilizado pelo crime organizado para a livre venda de drogas. De acordo com a Polícia Civil, o local é alvo constante de batidas policiais e é considerado o maior da cidade. Em nota, a municipalidade pontuou que também buscará apoio das polícias Civil e Militar, para realizar operações conjuntas para combater a venda de drogas. A Prefeitura não divulgou data de quando essa reunião irá ocorrer, tampouco se há estudos específicos para este local.
Conforme reportagens publicadas pelo DS, o terreno público, que liga a Avenida Dom Pedro II e a Rua Porongaba, foi dominado pelo crime organizado. Presença de traficantes e dependentes químicos, seja de dia, tarde ou à noite, é constante. Segundo a polícia, é um dos principais redutos do crime organizado para a livre comercialização de drogas.
Dados da Delegacia de Poá, obtidos pelo DS, apontam que somente este ano foram mais de 20 batidas policiais. Levantamento está sendo realizado para indicar quantos quilos de entorpecentes foram apreendidos.
Segundo o delegado Eliardo Amoroso Jordão, responsável pela Delegacia de Poá, a investigação sobre o grupo que domina a venda de drogas nesta região continua aberta, apesar de inúmeras prisões realizadas no local. “É um local no qual sempre realizamos ações. É, de fato, um dos principais pontos de venda de drogas da cidade. Independente do horário, a presença de traficantes é constante”.
Jordão diz que, entre outras ações, uma das possibilidades de diminuir a presença de traficantes e dependentes químicos seria a limpeza completa do terreno. Para a polícia, as intervenções permitiriam que o espaço ficasse sem nenhuma obstrução visual, assim permitindo o acesso e observação do espaço
FALSOS POLICIAIS
Frear a venda de drogas no local não é o único objetivo de policiais civis de Poá. Uma investigação apura a atuação de falsos agentes. Relatos de sequestros e extorsões a traficantes são alguns dos feitos desse outro grupo criminoso. Em 23 de abril, a rixa acabou em um incêndio. Na época, barracos foram destruídos pelas chamas. Ninguém ficou ferido.
TENTATIVA DE HOMICÍDIO
Os registros neste local são muitos. Entre eles, um dos mais graves foi a tentativa de homicídio a um policial civil ocorrida na quinta-feira, 11. Na oportunidade, policiais civis foram até à região, para verificar uma denúncia, e flagraram traficantes vendendo drogas. Um dos suspeitos fugiu. Outro, porém, partiu para cima de um policial com um facão. O agente pôs o braço à frente e foi golpeado. Para se defender, desferiu um soco no traficante, que caiu e, mesmo assim, pegou um pedaço de madeira para atingir a dupla de agentes no local. A prisão só foi possível, depois da chegada de reforço de mais policiais civis e a Polícia Militar.