A Região Metropolitana de São Paulo, onde estão os municípios do Alto Tietê, melhorou a qualidade do ar durante a quarentena. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), os principais motivos para a melhora significativa do ar são o isolamento social e a baixa circulação de veículos nas cidades.
Segundo Maria Lucia Guardani, gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, mesmo com o inverno e a ausência de chuvas, que trazem piores condições atmosféricas, a região tem se mantido com índices melhores do que no mesmo período do ano passado.
“O inverno tem condições piores. Tipicamente é um período de ventilação parada e com pouca chuva, o que acaba prejudicando a qualidade do ar, uma vez que os poluentes ficam mais tempo na atmosfera”, explica.
De acordo com a gerente, um levantamento realizado pela Cetesb mostra que entre março e 12 de julho do ano passado, a região teve nove dias com qualidade do ar considerada ruim. Já no mesmo período deste ano foram registrados apenas três dias com essas características, o que representa uma diminuição de 66,6%. Para Maria Lucia, a quarentena foi primordial para que essa diminuição ocorresse.
“A quarentena ajudou para que a qualidade do ar melhorasse, a concentração de poluentes caiu. Isso porque reduziu as atividades, a movimentação de veículos. O Alto Tietê, apesar de ter muitas fábricas, ainda não tem um pátio industrial tão grande quanto de outras regiões do Estado, o que também contribuiu”, disse.
No último boletim diário divulgado pela Cetesb, emitido diariamente as 11 horas, onde é apresentado um resumo das condições da poluição atmosférica das 24 horas anteriores e uma previsão meteorológica das condições de dispersão dos poluentes para as 24 horas seguintes, toda a Região Metropolitana apresenta bons índices da qualidade do ar, com exceção da cidade de Osasco que apresentou qualidade moderada.
Segundo a Cetesb, a qualidade do ar em cada estação é determinada pelo poluente de pior situação. O Estado de Atenção é declarado quando as concentrações dos poluentes atmosféricos atingem a menor qualidade (péssima) e previsão das condições meteorológicas desfavoráveis à dispersão dos poluentes nas próximas 24 horas.