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Região

Governo de SP apresenta ao Condemat estudo sobre mapeamento de riscos

Mapeamento aponta que 9,23% do território da região apresentam riscos de inundações, escorregamentos e erosões

04 setembro 2020 - 16h00 Por da Região
Técnicos do Instituto Geológico (IG) que participaram da elaboração do “Mapeamento de Riscos de Movimentos de Massa e Inundações”, entregue recentemente pelo Governo do Estado participaram na quinta-feira (3) de um encontro virtual com representantes de câmaras técnicas do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), que reúne as 11 cidades da sub-região Leste da Região Metropolitana de São Paulo – Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano.
 
O mapeamento aponta que 9,23% do território da região apresentam riscos de inundações, escorregamentos e erosões, sendo que 2,2% deles estão classificados nos níveis R3 (alto) e R4 (muito alto). Quando se considera as 730.148 edificações existentes nas 11 cidades, o mapeamento mostra que 21,61% estão em áreas de risco, sendo 4,8% nos níveis alto e muito alto.
Os municípios com maior parcela de áreas de risco são Itaquaquecetuba (26,1%), Ferraz de Vasconcelos (17,2%) e Guarulhos (15,3%), enquanto os menores são Salesópolis (1,41%), Guararema (1,45%) e Santa Isabel (1,48%).
 
Quando o detalhamento recai para edificações em áreas de risco, os municípios com os índices mais preocupantes são Itaquaquecetuba (32,1%), Mogi das Cruzes (26,2%) e Arujá (23,2%), enquanto Biritiba Mirim (2,94%), Guararema (5,28%) e Santa Isabel (7,65%) tem os menores indicadores.
 
Para o coordenador do Mapeamento do IG, órgão ligado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Cláudio José Ferreira, os municípios da região possuem mais um instrumento de planejamento territorial e aplicação direta na prevenção e gestão de desastres. O estudo constatou que no período de 25 anos (1994/2018), a região do Alto Tietê registrou 5.987 acidentes e desastres geológicos, hidrológicos e meteorológicos, que resultaram em 113 mortes.

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