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Região

Operação prende cinco vereadores de Mogi por suspeita de corrupção

Polícia Militar segue em busca de outros quatro suspeitos

04 setembro 2020 - 11h46 Por de Mogi

Atualizada às 17h24

A Operação "Legis Easy", do Ministério Público, resultou na prisão de cinco vereadores de Mogi das Cruzes e três empresários por suspeita de corrupção. A ação foi realizada, na manhã desta sexta-feira (4), pela Polícia Militar (PM).

De acordo com o Ministério Público, a operação faz parte de uma investigação da Promotoria do Patrimônio Público. Ao todo, são 12 mandados de prisão. Além dos oito cumpridos, faltam ainda outros quatro. A polícia segue em busca dos suspeitos.

Até o momento, os vereadores presos preventivamente são Carlos Evaristo da Silva (PSB), Diego de Amorim Martins (MDB), Francisco Moacir Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB). 

Além dos 12 mandados de prisão, há também 12 mandados de busca e apreensão. A ação do Ministério Público é a continuidade de uma operação no gabinete do vereador Mauro Araújo, realizada em 2019. Na época, celulares e documentos foram apreendidos.Também houve quebra de sigilo bancário.

De acordo com a Promotoria, a investigação aponta corrupção na Câmara e em contratos com a Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes e com o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). O MPSP apura se houve organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Defesa

O DS tentou contato com as defesas dos vereadores.

Nas redes sociais, o vereador Diego de Amorim Martins disse "Não estou preso. Estou apenas depondo no Ministério Público e estou fornecendo todos os esclarecimentos necessários, pois a minha vida é pautada pela total transparência, inclusive deixo à disposição todas as minhas contas, Imposto de Renda e tudo que me for pedido pela Justiça. Infelizmente, estou sendo perseguido politicamente, provavelmente devido ao trabalho que venho desenvolvendo na cidade de Mogi das Cruzes. Esse fato só vai servir para que eu prossiga cada vez mais forte", esclarece.

Câmara de Mogi

A Câmara de Mogi informou que não vai se pronunciar sobre o assunto devido os eventos terem ocorridos fora do Legislativo. Além disso, a Casa de Leis disse que não recebeu informações oficiais.

 

 

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