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Religião

Bispo pede participação mais ativa da população na política

Para o bispo diocesano, a população perdeu interesse de acompanhar política. Ele concedeu entrevista ao DS

08 novembro 2020 - 13h00 Por Thiago Caetano - da região
A poucos dias das eleições municipais, o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, pede para que a população, incluindo os fiéis, volte a ter apreço pela política do País. Para dom Pedro, a última eleição, em 2018, foi um desastre e viu que muitas pessoas perderam o interesse de acompanhar o que acontece na política, seja nacional ou municipal. "É preciso contar com a participação de toda a população, sem exceção, que as pessoas voltem a apreciar a política para escolher bons candidatos", disse o diocesano. 
 
Dom Pedro chamou a atenção para um erro cometido por muitos eleitores: votar e não seguir acompanhado todos os candidatos eleitos. Segundo ele, mais importante do que votar, é não desviar o olhar no candidato que foi eleito. "A eleição é um gesto de cidadania, mas mais importante que votar, é seguir acompanhando quem foi eleito após a eleição, seja ele vereador ou prefeito. Cidadania não é só exercida no dia da eleição, mas também após ela". 
 
Para ele, o candidato ideal é aquele que se preocupa com a aparência da cidade, meio ambiente e sobretudo a saúde, ainda mais em tempos de pandemia do coronavírus e que a obrigação de todos os políticos é olhar para os mais pobres. "É preciso se preocupar com a aparência do município, cuidar das estradas para que não fiquem esburacadas, praças depredadas, com o meio ambiente, empregos e acima de tudo com a saúde, pois estamos vivendo uma pandemia. Além disso, é dever de todos os políticos olharem para os mais pobres", explicou.
 
Um dos assuntos mais debatidos após as eleições de 2018 foi o porte e posse de arma para os cidadãos. Stringini pede para que todos, em especial os católicos, atente-se para os candidatos que defendem esse posicionamento e reforça que é contra a medida. "Eu defendo os valores da vida. Sou a favor da vida. Difundir o uso das armas não faz parte de um processo civilizatório, é uma barbárie". Luiz Stringhini ressalta a importância de conversar com amigos e familiares sobre o assunto. "É essencial conversar com os amigos e com a família. Precisamos voltar a ser mais atuante na política. Todos precisam participar", finalizou.