O candidato a reeleição em Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), conquistou 81.555 votos, ou 42,2% do total, mas ainda vai ter de disputar o segundo turno na cidade com Caio Cunha (Podemos), que conquistou 54.591 votos, ou 28,3%.
Rodrigo Valverde, que concorreu pelo PT, ficou em terceiro lugar, conquistando 33.509 votos, ou 17,3%.
Na sequencia aparece Felipe Lintz (PRTB), com 16.971 votos, ou 8,8%; Miguel Bombeiro (Pros), com 2.319 votos, ou 1,2%; Michael Della Torre (PTB), com 2.058 votos, ou 1% e Fred Costa (PDT), com 1.850 votos, ou 0,96%.
O segundo turno ocorre dentro de duas semanas, no dia 29 de novembro.
Candidatos
Marcus Melo conversou com a reportagem e afirmou que está confiante para o resto da campanha (cerca de dez dias até o 2º turno).
“Quero agradecer todos que votaram em mim neste primeiro turno. Ganhamos o primeiro turno em Mogi. Buscamos sempre fazer uma campanha limpa na cidade, apresentando propostas, o contrário dos adversários que fizeram campanha de destruição contra mim.
O tucano criticou o adversário, afirmando que ele “vende ilusões” e afirmou que seu “trunfo” é a experiência, uma vez que o adversário não possui.
“Vamos mostrar que ele (Caio Cunha) não tem experiência. Eleição é eleição. Eu tenho o que mostrar, temos muitos projetos para Mogi e vamos apresentar. Já meu adversário vende ilusões”, concluiu.
Já Caio Cunha afirmou que se preparou nos últimos 8 anos para chegar neste cargo, e que o mandato dele preza o baixo custo e "focado nas pessoas". Caio reforça que há 20 anos a cidade não tem um segundo turno e que nesta segunda-feira sua equipe fará uma reunião para acertar os detalhes.
"Sempre tive a esperança, porque estou muito na rua, estamos sentindo as pessoas todos os dias nas ruas, e, sinto que não tivemos tantos votos porque as pessoas não nos conhecem, talvez 30% da população não conhece nossas propostas, neste segundo turno vamos atras desses 30%", declarou.
O terceiro colocado, Rodrigo disse que a maior dificuldade foi a falta de recursos e que ainda não sabe se apoiará um candidato.
“Ainda não definimos se vamos lançar apoio a alguém, vamos fazer uma reunião nesta segunda-feira. Mas a gente não acredita até o momento. Foi um resultado inesperado, não consigo apontar uma autocrítica. O resultado foi uma decisão da população”, disse.
O candidato ressalta que as pesquisas apontava que ele na frente de Caio Cunha. “Foi um processo democrático, a escolha da população”.