O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos), participou nesta quinta-feira de ato contra a redução do horário de funcionamento dos comércios na cidade (e no Estado). A ação foi organizada pelos comerciantes do município.
O movimento ganhou força após o governo estadual publicar decreto em que, a partir das 20 horas, todo o Estado entra na fase vermelha - a mais rígida do Plano SP de Retomada Econômica.
Em publicação na rede social, o prefeito mogiano defende que reduzir o horário de funcionamento faz aumentar a aglomeração.
“Desde o início da pandemia eu venho propondo soluções inteligentes para o Governo do Estado e pedindo para que não diminua o horário de funcionamento do comércio, pois isso gera mais fluxo de pessoas frequentando os mesmos lugares nos mesmos horários. É incoerente achar que essa medida seja eficaz”, disse Caio Cunha.
Porém, o político enfatiza a necessidade de a população utilizar máscara e fazer o distanciamento social. E reconhece que a maioria não tem seguido estas recomendações nas últimas semanas.
“Só que tudo isso (redução do horário) é porque infelizmente ainda existem pessoas que insistem em gerar aglomerações nas ruas e não seguem os protocolos de segurança. Chegou a hora da população se conscientizar! Já intensificamos a fiscalização e estamos promovendo protocolos cada vez mais rígidos, mas dependemos que as pessoas entendam a seriedade da crescente da Covid-19 em Mogi das Cruzes e não gere aglomerações!”, afirmou o prefeito.
Mudança de fase
Na última segunda-feira (25) começou a valer, em todo o estado de São Paulo, incluindo o Alto Tietê, a nova classificação do plano de retomada econômica. Com a nova classificação, anunciada na sexta-feira (22), sete regiões do estado estarão na fase 1-vermelha e só poderão manter em funcionamento os serviços considerados essenciais de logística, saúde, abastecimento e segurança.
Já as demais regiões do estado, o que inclui a Grande São Paulo, incluindo o Alto Tietê, e a capital paulista, estarão na fase 2-laranja, onde academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, concessionárias, escritórios e parques estaduais podem funcionar por oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% e encerramento às 20h. O consumo local em bares está proibido nessa fase.
O governo paulista determinou ainda que, aos finais de semana, feriados e todas as noites, após as 20h, todas as regiões do estado terão que manter a quarentena, abrindo apenas os serviços considerados essenciais. A medida vai valer, pelo menos, até o dia 7 de fevereiro.