A Prefeitura de Poá voltou atrás e revogou a decisão de fechar os postos de saúde da cidade. A notícia do possível fechamento desagradou a população poaense que, através das redes sociais, se manifestaram contra a decisão nesta quinta-feira (18). De acordo com a Secretaria de Saúde do município, todas as unidades de saúde (UBS) estão em funcionamento.
Segundo denúncia dos moradores do município, o fechamento dos postos teria como objetivo transferir os servidores atuantes destes locais para o Hospital Municipal Dr. Guido Guida, onde os leitos para Covid-19 estão ocupados, causando sobrecarga nos atendimentos.
Na noite de quarta-feira (17), Poá registrou a primeira morte na fila por leito. De acordo com a Prefeitura, a vítima era um homem de 83 anos. Ele foi inserido no Cross no dia 16 de março, mas veio a óbito antes da transferência.
Para evitar que mais casos como este ocorra, a Secretaria de Saúde informou que está mantendo a conduta de cadastrar os pacientes no Cross, apesar do congestionamento de pacientes na lista geral.
“Estamos cobrando o Estado para criação de leitos Covid-19 de referência, como solicitação de auxílio com repasse de verba”, destacou.
Além do pedido para o Estado feito pela Prefeitura, o reforço também foi feito através do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat).
“Fizemos um documento de reforço de equipamentos para o Estado, através do Condemat. O pedido foi encaminhado em forma de ofício por todos os secretários de Saúde do Alto Tietê”.
Moradores
Com a revogação da decisão de fechar os postos, os moradores que costumam fazer uso dos serviços de saúde das UBS da cidade ficaram mais aliviados. De acordo com a moradora Larissa Silva, 24, a decisão foi correta.
“O fechamento seria um equívoco. Eu tenho uma filha de dois anos, e se caso eu precisasse levar ela em um posto, não teria a opção”, explica a dona de casa.
Além da falta de opção, o fechamento dos postos também traria dificuldades na locomoção para atendimentos. Moradora do Jardim Ivonete, Larissa mora na rua Coroados, a mesma do posto de saúde do bairro.
“Seria um problema até para a locomoção. Eu precisaria ir até o Medina, que é muito mais distante da minha casa. Fora o risco de ser contaminada”, disse.
Assim como Larissa, a fotógrafa Ana Beatriz, 23, que mora na rua Primeiro de Maio, em Calmon Viana, também acredita que a decisão da revogação foi correta e sensata.
“É uma pena que tenham cogitado isso. A população precisa dos postos abertos, mesmo com as dificuldades nos atendimentos, é uma válvula de escape para o atendimento rápido. Ainda mais neste período de pandemia, é importante que continuem abertos”, complementou.