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Região

Prefeitos rejeitam proposta de Mogi para decretar lockdown na região

Em reunião dos prefeitos do Condemat nesta segunda-feira, Caio Cunha apresentou proposta, que foi rejeitada

29 março 2021 - 21h56 Por Fernando Barreto - da Região
Em reunião entre os prefeitos do Consórcio de Municípios do Alto Tietê (Condemat), realizada nesta segunda-feira (29), o prefeito de Mogi, Caio Cunha (Podemos), apresentou proposta para a região decretar lockdown. A medida, no entanto, foi rejeitada por unanimidade pelos chefes dos Executivos.
 
A informação veio por meio de nota do Consórcio de Municípios.
 
Os prefeitos rejeitaram a proposta de Caio Cunha pois defendem que “esta medida só seria válida se adotada em toda a Região Metropolitana do Estado, levando em consideração os moradores da região que trabalham na Capital e demais municípios da Grande São Paulo e precisam se deslocar diariamente utilizando o sistema de transporte público estadual”.
 
Em nota, o prefeito explicou que Mogi das Cruzes está com os leitos de UTI para Covid “lotados há 18 dias e aproximadamente 50% dos pacientes são de outras cidades do Alto Tietê”. Pensando nisso, a proposta foi apresentada ao Condemat. 
 
“A ação de lockdown só surtiria o efeito esperado se toda a região aderisse, já que Mogi das Cruzes não é um município isolado geograficamente e por isso apresentado a proposta”, informou a nota. Por fim, Caio diz que a decisão será respeitada.
 
Fase crítica em Mogi
 
No último dia 19 de março, o prefeito Caio Cunha realizou entrevista coletiva virtual e comunicou que a cidade iria entrar em uma fase mais crítica de restrição.
 
Entre as mudanças que iniciaram na segunda-feira seguinte, dia 22, foi a fiscalização de circulação de pessoas por 24 horas. E não mais entre as 20 e 05 horas, como realizado com a fase vermelha anuncia no dia 3 de março. A fiscalização aborda pessoas para questionar onde vão. Há orientação, mas possíveis multas podem ser aplicadas.
 
Não são mais permitidas visitas em praças e outros lugares públicos. "São medidas impopulares, ninguém quer dar, mas são necessárias. São medidas que lembram um lockdown, mas ainda não é um fechamento total. Para isso teríamos de restringir transporte público, postos de combustível. Mas reconhecemos que se os números não melhorarem, adotar um lockdown seja o próximo passo", explicou o prefeito na época, conforme reportagem do DS.
 
Outra mudança foi o fim do drive-thru no Centro. O sistema permitia a venda de produtos, desde que o cliente não saísse do veículo. Desde segunda a medida está desautorizada.
 
Segundo contou na coletiva do dia 19, Caio Cunha se diz favorável a um lockdown, mas não vai adotar ainda pois "seria inviável, visto que a região não seguirá o mesmo".
 
"Entendemos que seja necessário restringir mais porque estão acabando os leitos. Precisam escolher quem vai ser internado", concluiu.

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