O Alto Tietê está entre as áreas em situação de risco e em alerta de epidemia de dengue no Estado de São Paulo. As informações são da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e do Departamento Regional de Saúde (DRS) da Grande São Paulo.
A pasta explicou que este cenário é pela dengue ser uma doença sazonal. “Há meses do ano em que é possível observar uma alta na taxa de transmissão, além de ocorrer ciclos epidêmicos e interepidêmicos de um ano para outro”, reforçou.
Nas cidades, as administrações implementam iniciativas para diminuir ainda mais o número de casos com a Secretaria Municipal de Saúde e Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de cada município.
Dentre as ações de rotina estão orientação casa a casa, vistoria em locais estratégicos - como os ferros-velhos, depósitos, oficinas e borracharias - e bloqueios de criadouros quando há suspeita de casos de dengue.
O DS levantou a situação de todas as dez cidades. Das que retornaram, o município de Suzano, Mogi das Cruzes, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba não apresentaram aumento de casos e também não estão em alerta.
Número de casos
Em Suzano, foram 13 ocorrências desde janeiro deste ano, mesma quantidade do primeiro trimestre de 2023. No mesmo período, Poá tem seis casos confirmados e Itaquaquecetuba registrou 11.
Para Poá, o Estado solicitou iniciar neste mês de abril, a atividade de visitas casa a casa para levantamento da Avaliação de Densidade Larvária (ADL).
Prevenção e cuidados
Para a Secretaria Estadual de Saúde, o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é uma tarefa contínua e coletiva.
As principais medidas de prevenção, para os moradores das cidades, são deixar a caixa d’água bem fechada e limpá-la regularmente; retirar dos quintais objetos que acumulam água; cuidar do lixo, mantendo materiais para reciclagem em saco fechado e em local coberto; eliminar pratos de vaso de planta ou usar um pratinho que seja mais bem ajustado ao vaso; e descartar pneus usados em postos de coleta da sua Prefeitura.