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Região

Alto Tietê tem 1,9 mil pessoas indígenas, aponta Censo 2022

Levantamento indica que 0,12% da população da região são indígenas. No Brasil são 1,7 milhão de indígenas

07 agosto 2023 - 21h00 Por Fernando Barreto - da Região

O Alto Tietê tem 1.900 pessoas indígenas, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE nesta segunda-feira. O número corresponde a 0,12% do total de habitantes, que soma 1.625.530.

Já a população indígena do País chegou a 1.693.535 de pessoas em 2022, o que representa 0,83% do total de habitantes.

Suzano

A cidade de Suzano tem o terceiro maior número de pessoas indígenas. 

São 338 pessoas, o que representa 0,11% dos habitantes, que somam 307.364.

Demais cidades

Mogi das Cruzes tem o maior número de pessoas indígenas. São 536, o que representa 0,12% dos 449.955 habitantes.

Em segundo lugar aparece Itaquá com 494 indígenas, o que representa 0,13% dos 369.275 habitantes.

Em terceiro aparece Suzano, já citado, e em quarto está Ferraz de Vasconcelos, com 222 indígenas, representando 0,12% dos 179.205 habitantes.

Arujá fecha a lista das cidades com mais de cem índios, são 111 na cidade, o que representa 0,13% dos 86.678 habitantes.

Fecham a lista Poá com 79 indígenas (0,08%), Guararema com 54 (0,17%), Santa Isabel com 36 (0,07%) e Salesópolis com 4 (0,08%).

Brasil

A população indígena do país chegou a 1.693.535 pessoas em 2022, o que representa 0,83% do total de habitantes. Um pouco mais da metade (51,2%) estava concentrada na Amazônia Legal. 

Em 2010, quando foi realizado o Censo anterior, foram contados 896.917 indígenas no país. Isso equivale a um aumento de 88,82% em 12 anos, período em que esse contingente quase dobrou. O crescimento do total da população nesse mesmo período foi de 6,5%. 

De acordo com a responsável pelo projeto de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE, Marta Antunes, o aumento do número de indígenas no período intercensitário é explicado majoritariamente pelas mudanças metodológicas feitas para melhorar a captação dessa população. “Só com os dados por sexo, idade e etnia e os quesitos de mortalidade, fecundidade e migração será possível compreender melhor a dimensão demográfica do aumento do total de pessoas indígenas entre 2010 e 2022, nos diferentes recortes. Além disso, existe o fato de termos ampliado a pergunta ‘você se considera indígena?’ para fora das terras indígenas”, explica. 

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