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Região

EDP registra aumento de 25,85% em flagrantes de fraudes com energia elétrica no Alto Tietê

No primeiro semestre de 2023, a concessionária realizou mais de 13,8 mil fiscalizações em residências, comércios e indústrias da região

24 agosto 2023 - 11h44 Por Da Região

De janeiro a junho de 2023, a EDP, distribuidora de energia do Alto Tietê, registrou aumento de 25,85% no número de irregularidades detectadas em ligações na rede elétrica na região, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A concessionária continua a atuar fortemente no trabalho contra as fraudes de energia, conhecidas popularmente como "gatos".

 Nos primeiros seis meses deste ano foram identificadas 5.967 fraudes de energia em residências, comércios e indústrias em toda a região. Para isto, as equipes da EDP realizaram uma média de 77 operações diárias, com o apoio das autoridades policiais, que resultaram na recuperação de 27.410 megawatts-hora (MWh). Essa quantidade de energia é suficiente, por exemplo, para o abastecimento de Ferraz de Vasconcelos e Biritiba mirim por um mês.

 No Alto Tietê, Itaquaquecetuba lidera os indicadores com 4.382 inspeções realizadas, 2.401 irregularidades detectadas e 10.300 MWh recuperados, o que daria para abastecer Biritiba Mirim por mais de três meses.

 Ao contrário do que muitos imaginam, o furto de energia elétrica não traz perdas apenas para a Concessionária.  Os maiores lesados são os próprios consumidores.  De acordo com as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a tarifa de energia abrange também as perdas elétricas e o custo da energia usada irregularmente pelas pessoas que cometem esse crime é parcialmente repassado a todos os usuários da rede.

 A EDP reforça que somente profissionais habilitados podem manusear a rede elétrica com toda técnica e os equipamentos de segurança necessários. As ligações clandestinas oferecem risco e também trazem prejuízos a toda a população, já que parte dos custos acaba sendo diluída na conta de todos, de acordo com a regulamentação vigente.

 Crime

O furto de energia é crime previsto no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro, que dispõe: "Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: pena de reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa".

Além do processo criminal, o proprietário do estabelecimento irá arcar, conforme a regra da Resolução Aneel, com a cobrança de toda energia não faturada durante o período da irregularidade e o custo administrativo.

 Risco à vida

O furto de energia, além de ser uma prática perigosa e que pode provocar a morte, também traz risco de sobrecarga à rede elétrica, com prejuízo para a população que sofre com a falta do fornecimento em suas residências e ruas ou, por exemplo, com danos aos equipamentos elétricos e ainda devido à queda na qualidade da energia.

 De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia (Abradee), foram registrados, no ano passado, 756 acidentes envolvendo a rede elétrica, dos quais 270 resultaram em mortes. A ligação clandestina é quarta maior causa de morte no país relacionada à energia elétrica.

 A EDP pede para que a população contribua, denunciando as ligações irregulares pelos seguintes canais de atendimento aos consumidores:

· Aplicativo EDP Online (compatível com tablets e smartphones)

· WhatsApp (11) 93465-2888

· Central de Atendimento: 0800 721 0123

Todos os canais de relacionamento são gratuitos e funcionam 24 horas

 Sobre a EDP Brasil

Presente há mais de 25 anos no país, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. Com mais de 12 mil colaboradores diretos e terceirizados, a Companhia tem negócios em Geração (com foco em energia solar por meio de geração distribuída), Transmissão, e Comercialização de energia no mercado livre. Em Distribuição, atende cerca de 3,8 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo, além de ser a principal acionista da Celesc, em Santa Catarina. Em 2023 foi eleita pelo quarto ano consecutivo a empresa mais inovadora do setor elétrico pelo ranking Valor Inovação, do jornal Valor Econômico, e é referência em ESG.

 

 

 

 

 

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