O ex-vereador Milton Leite foi transferido, nesta terça-feira (20), da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, o preso deu entrada no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos.
Preso em 18 de setembro, durante a Operação Vectura Corrupta, Milton é investigado por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação apura a suposta infiltração da facção em empresas de ônibus e no poder público.
A transferência do ex-vereador aconteceu após uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre possíveis regalias concedidas a ele. Segundo o MP, Milton recebia políticos e pessoas sem vínculo familiar fora dos dias e horários permitidos, com possível facilitação do carcereiro. Entre os visitantes, está o prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues.
Na última sexta-feira (16), o órgão cumpriu mandados de busca e apreensão na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes e no 1º Distrito Policial, que funcionam no mesmo endereço. A investigação também apura a entrada de itens não autorizados na unidade.
Durante a operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foram apreendidos cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil com o carcereiro suspeito de favorecer Milton Leite.
A defesa nega que o ex-vereador tenha recebido tratamento privilegiado. Em uma manifestação anterior, os advogados afirmaram que Milton Leite "não recebe e nunca recebeu qualquer tipo de regalia ou tratamento diferenciado" na prisão.
“Ele está submetido às mesmas regras, rotinas e restrições aplicadas a todos os demais custodiados, cumprindo as normas do estabelecimento”, afirmou a defesa.
Milton Leite é transferido da Cadeia Pública de Mogi após investigação do MP sobre regalias - (Foto: Afonso Braga / Câmara Municipal de São Paulo)