A cidade de Mogi das Cruzes lidera o ranking de infraestrutura cicloviária no Alto Tietê, com 33,38 quilômetros de vias destinadas aos ciclistas. Levantamento realizado junto às prefeituras da região aponta projetos de ampliação em cidades como Suzano, Itaquaquecetuba e Guararema. Enquanto alguns municípios avançam na implantação de ciclovias e ciclofaixas, outros ainda estão em fase de estudos ou sequer contam com espaços exclusivos para bicicletas.
Mogi das Cruzes possui atualmente a maior malha cicloviária da região, somando ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas distribuídas por bairros e distritos como Jundiapeba, Braz Cubas, Cezar de Souza, Vila Nova Mogilar, Rodeio, Jardim Armênia, Socorro, Jardim Santista, Vila Industrial, Vila São Francisco e a região central.
A administração municipal informou que há previsão de implantação de outros 30 quilômetros de vias cicláveis, integradas aos projetos de mobilidade urbana voltados ao desenvolvimento da zona leste. As obras devem ser executadas nos próximos anos. Além disso, a cidade mantém uma cadeira destinada aos ciclistas no Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (CMMU), permitindo a participação da categoria nas discussões sobre o setor.
Em Suzano, a malha cicloviária está concentrada em importantes corredores viários. A avenida Senador Roberto Simonsen conta com 1,5 quilômetro de ciclofaixa e 1,1 quilômetro de ciclovia. Já a rua Sete de Setembro possui 750 metros de ciclovia, enquanto a avenida Brasil soma 3,8 quilômetros.
O município também prevê a implantação de 4,08 quilômetros de estruturas cicloviárias na avenida Jorge Bei Maluf, em um projeto que conectará a estação ferroviária ao limite com Mogi das Cruzes, com trechos compostos por ciclovias e ciclofaixas.
Segundo a Prefeitura de Suzano, a cidade foi reconhecida em março deste ano pelo programa federal Bicicleta Brasil, conquistando o segundo lugar na categoria “Planejamento do Poder Público”. O prêmio levou em consideração o Plano Cicloviário e de Mobilidade Ativa, que prevê a criação de mais de 100 quilômetros de áreas destinadas aos ciclistas ao longo da próxima década.
Itaquaquecetuba possui 7,25 quilômetros de infraestrutura cicloviária, distribuídos principalmente entre a região central e o Jardim Maragogipe. Entre os principais trechos estão a avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves, a avenida Vereador Almiro Dias de Oliveira e a estrada do Corta Rabicho.
No município, está prevista a construção de uma ciclovia ao longo da rodovia Alberto Hinoto (SP-056), dentro das obras de duplicação executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Paralelamente, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana realiza estudos técnicos para avaliar a implantação de novos trechos.
Em Guararema, as primeiras ciclovias da história da cidade foram implantadas em 2024. Atualmente, o município possui mais de cinco quilômetros de vias cicláveis, atendendo os bairros Centro, Morro Branco e Ipiranga. A prefeitura informou que existem planos para ampliar a rede nos próximos anos.
O avanço da mobilidade ativa, no entanto, ainda ocorre de forma desigual na região. Em Biritiba Mirim, a administração municipal afirmou que os projetos seguem em fase de estudos. Já Salesópolis informou que, atualmente, não dispõe de infraestrutura cicloviária.
As prefeituras de Poá, Ferraz de Vasconcelos, Arujá e Santa Isabel não responderam até o fechamento desta matéria.
Suzano Malha cicloviária está em importantes corredores - (Foto: Wanderley Costa/Secop Suzano)