Por conta do atraso na entrega dos kits de teste da dengue às cidades da região, Suzano, Mogi das Cruzes e Poá decidiram comprar os kits para continuar a fazer o diagnóstico. A distribuição dos kits é feita pelo governo federal. Eles detectam anticorpos da doença a partir da amostras de sangue dos pacientes. Os testes feitos na região são enviados pelas unidades de saúde ao laboratório do Instituto Adolfo Lutz, na Capital. Na análise é possível verificar se a pessoa teve a doença semanas após os sintomas e é recomendada principalmente para casos graves ou para pacientes de maior risco como gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Os testes também são usados por municípios como estratégia para diferenciar a dengue de outras doenças que costumam confundir os profissionais de saúde, como zika e chikungunya. Na ausência dos kits, as unidades de saúde registram a dengue a partir de análises clínicas ou outros exames que identificam os casos na fase aguda. Para continuar o atendimento e monitorar a doença, Suzano adquiriu seis mil kits e passou a oferecer o teste rápido no Pronto-Socorro Municipal (PS) em fevereiro. Para fazer o teste, o paciente precisa estar com um ou mais sintomas da doença. O exame é solicitado pelo profissional médico. Em Mogi, o atraso na liberação dos resultados pelo Instituto Adolfo Lutz, também obrigou o município a realizar exames de sorologia para identificar os casos mais rapidamente. Os resultados ficam prontos dentro de um prazo de três a cinco dias. Os testes são oferecidos desde o dia 7 deste mês, no Laboratório Municipal - administrado pelo Albert Einstein. A coleta é feita no sexto dia após o início dos sintomas. Poá também teve que desembolsar recursos próprios para compra de quatro mil kits. O valor investido não foi detalhado. Arujá, Guararema e Ferraz de Vasconcelos não receberam os kits de acordos com as secretarias de comunicação. ESTADO A Secretaria de Saúde do Estado esclareceu que a responsabilidade sobre a compra dos kits é do Ministério da Saúde. Por aproximadamente cinco meses, o instituto ficou sem receber os quantitativos solicitados mensalmente ao governo federal. "Os 220 kits recebidos neste ano representam 7% do total de 3 mil kits solicitados desde outubro de 2015. O Instituto Adolfo Lutz manteve as amostras armazenadas, nas condições necessárias, para realização da sorologia quando houvesse a disponibilidade de kits", afirma a nota da pasta estadual. Ainda segundo a pasta, os kits recebidos atendem cerca de 19,8 mil amostras de sorologia, das mais de 30 mil amostras armazenadas, fora as que ainda deverão ser encaminhadas pelos municípios nas próximas semanas. Anteriormente a este problema, o tempo médio de disponibilização dos resultados era de cinco dias. ATRASO O DS noticiou no início do mês passado que o atraso na entrega dos kits estava prejudicando a realização dos testes para detectar a dengue nas cidades da região. Na ocasião, os municípios afirmaram que o problema estava ocasionado atrasos nos resultados dos exames.