terça-feira 29 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Cidades

Após atraso na entrega, cidades compram kits de teste da dengue

11 março 2016 - 08h00 Por Gabriely Machado
Após atraso na entrega, cidades compram kits de teste da dengue

Por conta do atraso na entrega dos kits de teste da dengue às cidades da região, Suzano, Mogi das Cruzes e Poá decidiram comprar os kits para continuar a fazer o diagnóstico. A distribuição dos kits é feita pelo governo federal. Eles detectam anticorpos da doença a partir da amostras de sangue dos pacientes. Os testes feitos na região são enviados pelas unidades de saúde ao laboratório do Instituto Adolfo Lutz, na Capital. Na análise é possível verificar se a pessoa teve a doença semanas após os sintomas e é recomendada principalmente para casos graves ou para pacientes de maior risco como gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Os testes também são usados por municípios como estratégia para diferenciar a dengue de outras doenças que costumam confundir os profissionais de saúde, como zika e chikungunya. Na ausência dos kits, as unidades de saúde registram a dengue a partir de análises clínicas ou outros exames que identificam os casos na fase aguda. Para continuar o atendimento e monitorar a doença, Suzano adquiriu seis mil kits e passou a oferecer o teste rápido no Pronto-Socorro Municipal (PS) em fevereiro. Para fazer o teste, o paciente precisa estar com um ou mais sintomas da doença. O exame é solicitado pelo profissional médico. Em Mogi, o atraso na liberação dos resultados pelo Instituto Adolfo Lutz, também obrigou o município a realizar exames de sorologia para identificar os casos mais rapidamente. Os resultados ficam prontos dentro de um prazo de três a cinco dias. Os testes são oferecidos desde o dia 7 deste mês, no Laboratório Municipal - administrado pelo Albert Einstein. A coleta é feita no sexto dia após o início dos sintomas. Poá também teve que desembolsar recursos próprios para compra de quatro mil kits. O valor investido não foi detalhado. Arujá, Guararema e Ferraz de Vasconcelos não receberam os kits de acordos com as secretarias de comunicação. ESTADO A Secretaria de Saúde do Estado esclareceu que a responsabilidade sobre a compra dos kits é do Ministério da Saúde. Por aproximadamente cinco meses, o instituto ficou sem receber os quantitativos solicitados mensalmente ao governo federal. "Os 220 kits recebidos neste ano representam 7% do total de 3 mil kits solicitados desde outubro de 2015. O Instituto Adolfo Lutz manteve as amostras armazenadas, nas condições necessárias, para realização da sorologia quando houvesse a disponibilidade de kits", afirma a nota da pasta estadual. Ainda segundo a pasta, os kits recebidos atendem cerca de 19,8 mil amostras de sorologia, das mais de 30 mil amostras armazenadas, fora as que ainda deverão ser encaminhadas pelos municípios nas próximas semanas. Anteriormente a este problema, o tempo médio de disponibilização dos resultados era de cinco dias. ATRASO O DS noticiou no início do mês passado que o atraso na entrega dos kits estava prejudicando a realização dos testes para detectar a dengue nas cidades da região. Na ocasião, os municípios afirmaram que o problema estava ocasionado atrasos nos resultados dos exames.

Leia Também