quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Cidades

Reajuste do IPTU em Suzano pode chegar até 45%, calcula relator de comissão

Projeto de lei do reajuste foi proposto pela Prefeitura e prevê alteração na planta genérica dos imóveis

17 novembro 2017 - 11h39 Por De Suzano
Levantamento feito pelo relator da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, Lisandro Frederico (PSD), apontou que o aumento no valor venal do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) pode chegar a 45%. O projeto de lei do reajuste foi proposto pela Prefeitura e prevê alteração na planta genérica dos imóveis. 
 
O parlamentar apresentou parecer contrário ao projeto. "A Prefeitura alega que, com a alteração da planta genérica, haverá redução nos valores do IPTU, porém, fiz um levantamento em 22 endereços aleatórios do município e em nenhum deles haveria diminuição, ao contrário, alguns teriam 45% de aumento no valor venal, o que influenciará diretamente no IPTU do próximo ano", revelou Lisandro. 
 
Na avaliação do vereador "é inaceitável que o povo de Suzano, que mora em ruas com buracos e sem iluminação, ainda tenha que pagar mais caro no IPTU". "Antes de cobrar a população é preciso fazer mais pela cidade", disse. "Eu mesmo tenho pedido, desde fevereiro, consertos de buracos e iluminação pública, porém, minhas solicitações e a de muitos outros são completamente ignoradas pela Prefeitura", lembrou.
 
"Antes de aumentar impostos é fundamental ouvir a população e todos os segmentos envolvidos, algo que não foi feito", criticou Lisandro. "Eu enviei ofícios a entidades como a Associação Comercial; a Associação dos Corretores de Imóveis; dos Engenheiros e Arquitetos e perguntei sobre o impacto do aumento do valor venal. Enfim, precisamos incluir os suzanenses nas discussões que envolvem nossa cidade".
 
Lisandro acredita que, "quem está calculando o novo IPTU não conversou com as pessoas que moram na cidade, que fazem compra no mercado, que vão à feira, que procuram emprego e que passam dificuldade", frisou. "Estamos passando por uma situação econômica crítica e com altos índices de desemprego e não é razoável arcar com 40% de aumento de imposto", disse.
 
"Além destes argumentos, o aumento velado do IPTU, por meio da cortina de fumaça do reajuste do valor venal, não atende a Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que não foi apresentado o Estudo de Impacto de Orçamento". 

Leia Também