quinta-feira 01 de outubro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Visita a Suzano

Senador José Serra promete levar problema de hemodiálise para o governo federal

Visita do senador contou com a presença de autoridades da região. Ele prometeu ajuda às unidades

17 novembro 2017 - 21h53 Por Marília Campos - De Suzano
A Associação de Renais Crônicos do Alto Tietê (Arcat) mobilizou uma visita do senador José Serra (PSDB) ao Instituto de Nefrologia de Suzano na tarde de sexta-feira (17). O encontro foi intercedido pelo deputado estadual Estevam Galvão (DEM). O tucano afirmou que a dificuldade financeira enfrentada pela instituição será levada à esfera federal. O prefeito de Poá, Gian Lopes (PR), compareceu ao compromisso a fim de reafirmar o pedido de socorro ao Hospital Municipal Guido Guida.
 
O chefe do Executivo de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), também compareceu ao encontro. Assim como os secretários de Saúde mogiano, Marcello Cusatis, o Téo, e os representantes da pasta suzanense e poaense, Luis Cláudio Rocha Guillaumon e Marcos Ribeiro da Costa, o Marquinhos Indaiá, respectivamente. 
 
Na ocasião, as autoridades se reuniram com a direção do Instituto de Nefrologia, que apresentou dados sobre a falta de correção nos repasses do Ministério da Saúde. De 2010 a 2017, o Ministério deu 23,4% de reajuste ao setor, enquanto a inflação subiu 53,29%. Os gastos para manter a qualidade do serviço na região não acompanham o montante enviado pelo governo. Atualmente, o déficit mensal nas instituições de Mogi e Suzano somam R$ 472.797, uma fez que cada procedimento custa R$ 284, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) repassa apenas R$ 194,20. As unidades do Alto Tietê são consideradas as mais qualificadas do Estado. A situação caótica não é exclusividade da região, já que 77 institutos no Brasil foram descredenciados. 
 
A Arcat, representada pela vice-presidente Erly Ferrari, também entregou o abaixo-assinado em prol da instituição. O documento conta com 26,7 mil assinaturas. A diretoria e os pacientes afirmaram que o período de mais prosperidade foi durante a gestão de Serra frente ao Ministério da Saúde, entre 1999 e 2002. O senador avaliou a gravidade e levará a situação à esfera federal. "É essencial para a vida de muita gente e há uma remuneração abaixo dos custos. Isso precisa ser mexido na esfera federal. O governo do Estado pode dar uma mão, mas não depende só dele. Em todo caso, vou encaminhar o assunto para esfera federal e estadual. Eu fui ministro da Saúde e vou procurar cooperar com a região". 

Leia Também